Volume de documentos retidos pela Receita Federal cresce em relação ao ano anterior e alcança 4,42% das declarações enviadas no Estado
Malha fina atinge quase 29 mil declarações em Mato Grosso do Sul após entrega do Imposto de Renda
Foto: Divulgação

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Quase 29 mil contribuintes de Mato Grosso do Sul terminaram o período de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 com pendências junto à Receita Federal. Os documentos foram retidos para análise detalhada do Fisco, situação conhecida como malha fina, que atingiu 4,42% das declarações apresentadas no Estado.

O índice estadual ficou ligeiramente abaixo da média nacional, estimada em aproximadamente 4,5%, mas demonstra aumento na quantidade de contribuintes que precisarão esclarecer informações prestadas ao órgão federal.

Entre os principais motivos para a retenção das declarações estão a omissão de rendimentos e divergências em despesas informadas. A Receita Federal aponta que o aperfeiçoamento dos sistemas eletrônicos de cruzamento de dados tem ampliado a capacidade de identificação de inconsistências entre as informações declaradas e os registros disponíveis em suas bases.

Número de retenções cresce em um ano

Os dados mostram que Mato Grosso do Sul registrou aumento de cerca de 16% no volume de declarações encaminhadas para verificação mais aprofundada. Em 2025, aproximadamente 25 mil contribuintes haviam caído na malha fina.

Ao longo da campanha deste ano, a Receita Federal recebeu 656,7 mil declarações dentro do prazo regular de entrega, encerrado em 29 de maio. Após o fechamento do período oficial, outros 7,7 mil documentos foram transmitidos com atraso, conforme levantamento atualizado até 7 de junho.

Até a mesma data, 392.852 declarações já tinham sido processadas pelo órgão. Dentre elas, 169.645 permaneciam na fila para recebimento da restituição.

Como regularizar a situação

Especialistas recomendam que os contribuintes acompanhem periodicamente a situação da declaração por meio do portal e-CAC. A plataforma permite verificar possíveis pendências e identificar divergências apontadas pela Receita Federal.

Quando o erro é constatado pelo próprio contribuinte, existe a possibilidade de envio de uma declaração retificadora, procedimento que pode corrigir inconsistências antes da abertura de eventual processo de fiscalização.

A permanência na malha fina costuma atrasar o pagamento da restituição e pode gerar dificuldades para quem precisa comprovar regularidade fiscal. Dependendo da situação, o contribuinte também pode enfrentar obstáculos em operações financeiras e na obtenção de crédito.

Com o uso cada vez maior de ferramentas eletrônicas de conferência de dados, a orientação é revisar cuidadosamente informações sobre rendimentos, despesas médicas, pagamentos efetuados, patrimônio e demais dados informados à Receita antes do envio da declaração.

SOBRE O AUTOR

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Odirley Deotti

Odirley Deotti é jornalista, escritor, designer gráfico e chefe de redação do Guia MS Notícias.

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