A oferta de fisioterapia para mulheres mastectomizadas passará a ser garantida na rede pública de saúde de Campo Grande. O projeto de lei, aprovado na sessão da terça-feira (24), é de autoria da vereadora Ana Portela (PP) e estabelece o direito ao atendimento fisioterapêutico compatível com o quadro clínico de cada paciente que tenha passado pela retirada cirúrgica da mama.
A proposta atende uma demanda crescente de mulheres que enfrentam sequelas físicas após o procedimento, como dor crônica, perda de mobilidade no braço, linfedema e dificuldades no dia a dia. A falta de acesso à reabilitação agrava essas limitações e compromete o processo de recuperação.
Projeto responde a lacuna no atendimento
Segundo Ana Portela, a iniciativa foi construída a partir do diálogo com mulheres que passaram por mastectomia e relataram abandono no pós-operatório. “Recebemos muitos relatos de mulheres que passam pelo procedimento e ficam sem nenhum tipo de reabilitação, sentindo dor e limitações por meses ou até anos. Esse projeto nasce da escuta e do compromisso de transformar dor em cuidado”, afirmou a parlamentar durante a votação.
A vereadora classificou a proposta como uma medida de justiça no atendimento às mulheres e reforçou a importância da recuperação integral após o tratamento contra o câncer de mama.
Medida aguarda sanção do Executivo
Com a aprovação unânime na Câmara Municipal, o texto segue agora para sanção da prefeita de Campo Grande. Caso entre em vigor, a nova lei obrigará o município a garantir atendimento fisioterapêutico individualizado às pacientes mastectomizadas, respeitando as particularidades clínicas de cada caso.













