Rochedinho se prepara para receber um dos eventos gastronômicos mais tradicionais da região nesta sexta (15) e sábado (16). Em sua edição de 2026, a Festa do Queijo amplia a programação, reúne mais expositores e incorpora novos segmentos ao evento, que passou a movimentar não apenas a produção artesanal de derivados do leite, mas também a economia criativa e a cultura rural local.
A expectativa dos organizadores é de realizar a maior edição desde a criação da festa, há quase uma década. Ao todo, 29 expositores participarão da programação, que inclui praça de alimentação, produtos artesanais, vestuário típico, doces caseiros, conservas e atrações voltadas ao universo do campo.
Entre os destaques gastronômicos estão opções como costela de chão, churrasco, pastéis e receitas produzidas por empreendedores da região. A edição deste ano também terá sabores criados especialmente para o evento, caso do gelato artesanal produzido por André Machado.
O expositor levará combinações inspiradas na temática da festa, entre elas Cheesecake do Cerrado e Queijo com Goiabada. Participando da programação há quatro anos, ele afirma que a visibilidade conquistada durante o evento costuma gerar resultados mesmo após o encerramento das atividades.
“Já me encontraram em feiras depois no dia seguinte e reconheceram o carro. A partir disso, a pessoa passou a ser cliente da gelateria”, relata.
Produção da escola agrícola terá doces, conservas e sabonetes artesanais
Além da comercialização de queijos artesanais, a festa também abrirá espaço para os produtos desenvolvidos pelos alunos da Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco. Entre os itens preparados pelos estudantes estão doces de leite em barra e pastosos, geleias, conservas e receitas à base de mamão e abóbora.
A merendeira Rosiclea Martins, de 36 anos, acompanha diariamente a produção dos estudantes e auxilia na continuidade dos processos fora do horário das aulas práticas.
“Como eles produzem somente nas aulas e precisam entender todas as etapas da produção, muitas vezes esse horário não é o suficiente. Então aqui a gente conclui o que eles estavam fazendo e já inicia o próximo passo para que eles deem continuidade no processo”, explica.
Os alunos também irão apresentar produtos que extrapolam o setor alimentício. Sabonetes feitos com ervas cultivadas na horta da unidade escolar estarão entre os itens disponíveis ao público.
A programação ainda contará com expositores ligados ao vestuário rural, comercializando botas, roupas country, chapéus e berrantes. Segundo o diretor da escola agrícola, Francisley Galdino, o crescimento da festa não alterou a proposta de preservar as raízes locais do evento.
“Mesmo com a festa crescendo, queremos manter a identidade de algo local. Terá uma pessoa com roupas e botas muito utilizadas por quem está na área rural, além de outro com chapéus e berrantes”, afirma.













