O enfrentamento da violência doméstica em Maracaju ganhou novo fôlego nesta segunda-feira (30), com a presença da deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) em ações voltadas à proteção das mulheres. A parlamentar participou da inauguração da Sala Lilás no Hospital Soriano Corrêa da Silva e da mobilização “Feminicídio Zero”, reforçando a importância de políticas públicas de acolhimento e combate à violência.
A Sala Lilás, agora nomeada em homenagem à técnica de enfermagem Ivanir Rodrigues Antunes, assassinada em 2021 pelo ex-companheiro, foi destacada por Lia como uma referência de atendimento humanizado. “Maracaju está mostrando que é possível construir uma rede que acolhe, protege e salva vidas. Esse é o tipo de política pública que precisamos levar para todo o Estado do Mato Grosso do Sul”, declarou.
Atendimento sigiloso e prioritário às vítimas
De acordo com a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Jamaika do Carmo, o espaço funciona com estrutura separada da recepção do hospital, garantindo sigilo desde o primeiro atendimento. Psicólogas, assistentes sociais e profissionais de saúde atuam em conjunto para preservar a identidade e oferecer suporte completo às mulheres em situação de violência.
Inaugurada em 2022, antes da obrigatoriedade nacional desses espaços, a Sala Lilás de Maracaju foi regulamentada por lei municipal e conta com entrada exclusiva para as vítimas. A proposta é que o modelo seja replicado em outras cidades do Estado.
Mobilização contra o feminicídio
Ainda em Maracaju, Lia Nogueira participou da campanha “Feminicídio Zero”, promovida na Praça Central com panfletagem, visitas a comércios e orientações sobre a rede de proteção. O evento contou com o apoio de autoridades locais, como vereadores, coordenadores municipais, a primeira-dama Meire Calderan e o prefeito Marcos Calderan (PSDB).
“A rede de proteção precisa estar fortalecida e as mulheres precisam saber que não estão sozinhas. Denunciar é um ato de coragem e um passo fundamental para salvar vidas”, destacou a deputada durante a mobilização.
Números preocupantes e urgência por respostas
Mato Grosso do Sul registra altos índices de violência contra a mulher. Em 2025, já são 17 feminicídios no Estado, incluindo um caso recente ocorrido no dia 28 de junho em Costa Rica. Em Maracaju, o assassinato de uma mulher pelo ex-companheiro, no último dia 20, interrompeu um ciclo de quatro anos sem registros de feminicídio no município.
Lia Nogueira atua na Assembleia Legislativa para garantir mais recursos e políticas públicas voltadas à prevenção e acolhimento. “É urgente que o combate à violência contra a mulher seja prioridade, com investimento em ações concretas. Maracaju dá um exemplo que precisamos replicar em todo o Mato Grosso do Sul”, concluiu.













