O Farofolia 2026 terá Valesca Popozuda como atração nacional na abertura do Carnaval da Esplanada Ferroviária, em Campo Grande. O bloco, considerado o maior evento LGBTQIA+ de Mato Grosso do Sul, inicia a programação nesta sexta-feira (13), a partir das 16 horas, na rua Dr. Temístocles.
A participação da funkeira carioca integra o conceito “O Brasil inteiro cabe no nosso Carnaval”, proposta que busca reunir diferentes expressões culturais do país em uma única celebração. A organização estima público superior a 40 mil pessoas no espaço.
Funk carioca no centro da festa
Reconhecida nacionalmente por sucessos como Beijinho no Ombro, Agora Eu Tô Solteira e Eu Sou a Diva, Valesca Popozuda leva ao Farofolia o repertório que marcou gerações e consolidou sua trajetória no funk carioca. A artista ganhou projeção nacional a partir do projeto Furacão 2000 e, ao longo dos anos, ampliou presença também na televisão e nas plataformas digitais.
Segundo o produtor do evento, Thallyson Perez, a escolha da cantora dialoga com a proposta multicultural da edição 2026. “Nossa ideia foi conectar o funk do Rio de Janeiro às expressões carnavalescas do Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país. Em ano de Copa do Mundo, o encontro entre Carnaval, música popular e identidade nacional ganha ainda mais potência simbólica”, afirma.
Programação percorre diferentes territórios culturais
Além de Valesca Popozuda, o Farofolia traz diretamente de Belém do Pará a DJ Miss Tacacá. O set da artista é baseado em batidas amazônicas, guitarradas e no chamado rock doido, movimento cultural surgido na periferia de Belém que combina tecnobrega, brega e ritmos da Amazônia.
O Centro-Oeste também terá espaço de destaque, com homenagem aos 20 anos do Cordão da Valu e à trajetória de Silvana Valu, reconhecida como precursora dos blocos de rua em Campo Grande e referência na consolidação do Carnaval popular na cidade.
Entre os atos confirmados está a Crew Drag CG, espetáculo coletivo com mais de 20 artistas, entre drag queens e dançarinos. A performance propõe um percurso simbólico pelos carnavais regionais do Brasil, incluindo referências ao Bloco da Laje, em Porto Alegre; Garibaldis e Sacis, em Curitiba; Galo da Madrugada, em Recife; Ilê Aiyê, em Salvador; Boi-Bumbá, em Parintins; Aparelhagem, em Belém; Bloco da Preta, no Rio de Janeiro; Minhoqueens, em São Paulo; Divinas Tetas, em Brasília; encerrando com tributo ao Cordão Valu, em Campo Grande.
O evento também contará com o Ato Ballroom, reunindo casas e comunidades ballroom de Mato Grosso do Sul em apresentação coletiva. A proposta destaca corpo, identidade, ancestralidade e resistência, inserindo a linguagem ballroom como expressão contemporânea dentro do Carnaval.












