O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) obteve a condenação de dois réus por homicídio qualificado, ocorrido em fevereiro de 2023 no bairro Moreninha II, em Campo Grande. O crime, motivado por uma disputa territorial relacionada ao tráfico de drogas, resultou na morte de Gabriel Jordão da Silva, executado a tiros em via pública.
A condenação por homicídio nas Moreninhas foi proferida nesta quarta-feira (14) pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, sob presidência do juiz Aluízio Pereira dos Santos. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pela Promotora de Justiça Substituta Gabriela Rabelo Vasconcelos. As penas somadas ultrapassam 48 anos de prisão, sendo 19 anos, 9 meses e 15 dias para o réu R.V.A.S. e 29 anos e 2 meses para W.S.B. Ambos cumprirão pena em regime inicial fechado.
O crime ocorreu no dia 1º de fevereiro de 2023. Segundo apurado, a vítima tentou fugir dos disparos, buscou abrigo em uma casa vizinha e ainda tentou revidar, mas foi atingida e morreu no local. Os disparos ocorreram em via pública, colocando outras pessoas em risco, o que motivou a qualificação do crime por meio que resultou em perigo comum.
Um dos autores, com 22 anos à época, foi preso em flagrante no dia seguinte ao crime. O segundo, de 29 anos, apontado como um dos líderes do tráfico nas Moreninhas, teve prisão preventiva decretada e foi capturado em agosto de 2023. Um terceiro envolvido na execução ainda não foi identificado.
Durante o processo, o Ministério Público ouviu dez testemunhas, incluindo moradores da região e policiais que atuaram na ocorrência. A Promotoria sustentou a qualificadora de motivo torpe, caracterizado pela disputa por pontos de venda de drogas, além do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ao final do julgamento, o MPMS reafirmou seu compromisso com a defesa da vida e com a atuação firme no combate aos crimes graves. “Essa condenação representa um passo importante na responsabilização de autores de homicídios que ameaçam a tranquilidade da população sul-mato-grossense”, declarou a Promotora Gabriela Rabelo Vasconcelos.
O caso reforça a atuação do MPMS na repressão ao crime organizado e na garantia da segurança pública em todo o Estado.














