O comércio de Campo Grande deve registrar uma queda nas vendas do Dia dos Pais de 14,5% em 2025, com movimentação estimada em R$ 103,95 milhões. O dado foi revelado por pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da capital, realizada com 210 consumidores em diferentes regiões da cidade.
Mesmo com a retração no volume total de vendas, o levantamento aponta um aumento no ticket médio, que chegou a R$ 265 para os presentes e R$ 290 para as comemorações. Esse crescimento, no entanto, é atribuído principalmente à inflação, e não a uma maior disposição de compra por parte da população. “O aumento do ticket médio está mais relacionado à inflação do que ao impulso de compra. O consumidor precisa de condições reais para celebrar, e o comércio tem de oferecer alternativas que respeitem esse momento econômico”, afirma Adelaido Vila, presidente da CDL Campo Grande.
A pesquisa também revela que 70% dos entrevistados pretendem presentear na data, mas 18% afirmaram não ter planos ou ainda estão indecisos, a maioria por limitações financeiras. A escolha dos presentes segue padrões tradicionais, com destaque para roupas, calçados, eletrônicos e produtos de perfumaria. No entanto, os consumidores estão mais seletivos, considerando preço, qualidade e formas de pagamento como fatores determinantes.
Entre os grupos mais afetados pelo cenário econômico estão os servidores públicos, que enfrentam anos de defasagem salarial e comprometimento de renda com empréstimos consignados. Essa realidade tem restringido o acesso ao crédito e dificultado a participação no consumo de datas comemorativas.
Diante das dificuldades, os lojistas têm investido em estratégias para estimular o movimento, como facilitação de pagamentos, descontos à vista, programas de cashback e promoções com foco emocional. Brindes personalizados e experiências familiares também são apostas para manter o apelo do Dia dos Pais e incentivar as compras, mesmo em um cenário de incerteza econômica para as famílias da capital sul-mato-grossense.












