A saúde pública em Campo Grande enfrenta desafios sérios que afetam diretamente a população. Falta de médicos especialistas, infraestrutura precária, escassez de medicamentos e falhas na regulação de atendimentos são problemas recorrentes apontados por usuários do sistema e que exigem respostas urgentes da gestão municipal.
Diante desse cenário, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 76ª Promotoria de Justiça, instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar a efetividade das ações anunciadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). O objetivo é garantir que as promessas se transformem em melhorias reais para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS) na Capital.
Segundo o promotor de Justiça Marcos Roberto Dietz, responsável pela iniciativa, o MPMS atua de forma contínua na fiscalização das políticas públicas de saúde. “Identificamos uma série de deficiências e estamos cobrando soluções. A população precisa de atendimento digno, eficiente e acessível”, afirmou.
Antes da abertura do procedimento, o MPMS manteve diálogo institucional com a prefeita Adriane Lopes e com a Sesau. As conversas contaram com apoio da promotora de Justiça Daniela Cristina Guiotti, coordenadora do Núcleo de Atenção Especial à Saúde (Naes), do Centro de Autocomposição (Compor), e da promotora Daniella Costa da Silva, da 32ª Promotoria de Justiça.
A Sesau apresentou um relatório com as medidas em andamento e previstas. Agora, com o procedimento formalmente instaurado, o MPMS irá monitorar a execução dessas ações e exigir resultados. Foi dado um prazo de 20 dias para que a Secretaria apresente estratégias de avaliação, com protocolos e mecanismos de acompanhamento dos efeitos das políticas adotadas.
O relatório será anexado aos autos do procedimento e permitirá um acompanhamento articulado. Para o Ministério Público, esse trabalho é essencial para garantir que o direito à saúde da população de Campo Grande seja respeitado — não apenas no papel, mas, na prática.














