O Censo 2022 revela perfil religioso em Mato Grosso do Sul com destaque para a predominância do catolicismo, ao mesmo tempo em que avança o número de evangélicos e de pessoas sem religião. Segundo os dados divulgados pelo IBGE, o estado tem 1.219.677 católicos entre os 2,35 milhões de moradores com 10 anos ou mais que declararam alguma religião. O número representa 51,9% da população nessa faixa etária.
Apesar da maioria católica, a proporção vem caindo ao longo dos anos. Em 2010, o percentual era de 60,5%. Já os evangélicos cresceram de 24,9% para 32,2%, totalizando 755.889 pessoas em Mato Grosso do Sul. Os que se declaram sem religião também aumentaram, passando de 6,4% para 9,5%, ou 221.797 pessoas.
Esses dados fazem parte da publicação Censo Demográfico 2022: Religiões: Resultados preliminares da amostra, apresentada nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com evento de lançamento transmitido ao vivo.
Em todo o Brasil, o catolicismo apostólico romano registrou queda, de 65,1% da população em 2010 para 56,7% em 2022, o equivalente a 100,2 milhões de pessoas. Já os evangélicos passaram de 21,6% para 26,9%, somando 47,4 milhões de pessoas.
A proporção nacional de pessoas sem religião aumentou de 7,9% para 9,3%. No Mato Grosso do Sul, o percentual é ligeiramente acima da média, com 9,5%. Entre os evangélicos, o Acre tem a maior proporção (44,4%), enquanto o Piauí tem a menor (15,6%).
Segundo o IBGE, os espíritas continuam a representar o grupo com maior nível de escolaridade. No Brasil, 48% das pessoas espíritas têm nível superior completo, frente a 18% dos católicos e 21,5% dos evangélicos. Também são os que registram menor índice de analfabetismo: apenas 1%. No MS, essa tendência se repete, com os adeptos do espiritismo apresentando os melhores indicadores educacionais entre os grupos religiosos.
O levantamento traz ainda informações sobre religiosidades de matriz africana, indígenas e outras crenças, incluindo dados por faixa etária, cor ou raça e escolaridade. As religiões de tradição indígena, por exemplo, somam 0,1% da população brasileira, com maior concentração em Roraima (1,7%).
No recorte etário, o Censo mostra que os evangélicos têm perfil mais jovem. Entre os que têm entre 10 e 14 anos, 31,6% são evangélicos. Já os católicos têm maior presença nas faixas mais altas de idade, chegando a 72% entre os que têm 80 anos ou mais.
Essa edição do Censo também inovou na forma de registrar as religiões indígenas, adaptando a pergunta nos territórios tradicionais para melhor captar a diversidade das crenças e rituais próprios de cada etnia. Os dados definitivos dos povos indígenas devem ser divulgados no segundo semestre de 2025.
Os resultados completos estão disponíveis no Panorama do Censo 2022 e na plataforma Sidra, permitindo análises detalhadas por estado, município, faixa etária, raça/cor e grau de instrução.














