Em sentença proferida no último dia 17, a Operação “Paraíso Marcado”, realizada em 2023 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por meio do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (GAECO), resultou na condenação de um narcotraficante reincidente que atuava na região de Bonito, um dos municípios famosos por suas belezas naturais. O chefe do grupo criminoso foi condenado a 27 anos de reclusão, acrescidos de 1.796 dias-multa, totalizando aproximadamente R$ 90,8 mil.
As investigações, robustecidas por provas obtidas pelo GAECO/MPMS, comprovaram a participação do réu na prática de organização criminosa e tráfico de drogas em dois episódios distintos – um em 2017 e outro em 2022 – além de concurso material de delitos. Segundo a apuração, o condenado é irmão de um notório traficante dos anos 1990, assassinado em Amambai em 2008, tendo assumido os negócios familiares e migrado para Bonito nos últimos anos. Em ambas as ocorrências, o grupo criminoso foi responsabilizado pela posse de quase 3,5 toneladas de drogas, entre maconha e cocaína.
Um elemento crucial para a condenação foi a quebra de sigilos telemáticos, que revelou a existência de um grupo de mensagens via Whatsapp, onde eram dadas ordens aos integrantes da organização. A investigação também evidenciou que policiais militares prestaram apoio à quadrilha, fato que levou, em setembro de 2024, à condenação de quatro desses agentes.
Inicialmente, a denúncia envolvia 14 réus, incluindo um ex-vereador de Bonito. O magistrado responsável desmembrou o processo, sentenciando os três réus presos e um que permanece foragido.
A decisão representa um marco no combate ao narcotráfico em uma região de alta relevância turística e econômica, demonstrando a eficácia das investigações do MPMS e a importância de ações coordenadas para desarticular organizações criminosas complexas.
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