A onda de calor que atingiu a Europa Ocidental na segunda quinzena de junho provocou mais de 10 mil mortes acima do esperado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (13) pela EuroMOMO, rede europeia de monitoramento da mortalidade apoiada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O levantamento contabilizou 10.650 mortes em excesso em 27 países europeus durante o período mais intenso das altas temperaturas. Desse total, mais de 9 mil vítimas tinham 65 anos ou mais, faixa etária considerada a mais vulnerável aos efeitos do calor extremo.
Calor bateu recordes em vários países
A sequência de temperaturas elevadas atingiu diversos países da Europa Ocidental, entre eles França, Espanha, Bélgica e Reino Unido. Em várias localidades, os termômetros registraram marcas históricas para o mês de junho, enquanto autoridades precisaram adotar medidas emergenciais, como fechamento de escolas, restrições em atividades ao ar livre e reforço dos serviços de saúde.
Além do desconforto causado pelas temperaturas extremas, o calor favorece o agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias e aumenta o risco de desidratação e insolação, especialmente entre idosos e pessoas com problemas de saúde preexistentes.
Cientistas relacionam fenômeno às mudanças climáticas
Especialistas apontam que as mudanças climáticas intensificam a frequência e a severidade das ondas de calor. A própria EuroMOMO destacou que não houve outro evento de saúde pública capaz de explicar o aumento da mortalidade observado no período, fortalecendo a relação entre as temperaturas extremas e o crescimento do número de óbitos.
Estudos paralelos também estimam milhares de mortes relacionadas ao calor em países específicos. Na Inglaterra e no País de Gales, por exemplo, pesquisadores calculam cerca de 2,7 mil mortes prematuras durante as ondas de calor registradas entre maio e junho deste ano.
Via DW Brasil