O Moinho Cultural participa do Prêmio Onça Pintada com 16 jovens bailarinos da Companhia Juvenil representando Corumbá no maior festival de dança de Mato Grosso do Sul. A competição começa hoje e segue até o dia 22 de junho, em Campo Grande, reunindo grupos de todo o Brasil e de países vizinhos em uma mostra que valoriza a expressão artística e o potencial da juventude sul-mato-grossense.
Nesta edição, os participantes do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano competem em duas categorias: Conjunto Júnior, com a coreografia contemporânea “YBYTU”, e Duo Júnior, com os ballets de repertório “Pássaro Azul” e “O Corsário”, que serão apresentados na quinta-feira (19). As coreografias foram preparadas sob a direção artística de Márcia Rolon, com ensaios coordenados pela professora Núbia Santos. O bailarino Marcos, premiado na edição anterior do festival, retorna como convidado especial.
A preparação da equipe ganhou reforço internacional com a presença de Beatriz Almeida, ex-primeira bailarina do Stuttgart Ballet (Alemanha), que ministrou oficinas e ensaios em Corumbá entre os dias 5 e 7 de junho. Ela esteve acompanhada da irmã, Patrícia Almeida, também referência na formação de bailarinos no Brasil. Beatriz destacou a importância do intercâmbio proporcionado por eventos como o Onça Pintada. “Participar de eventos como o Onça Pintada é fundamental para os alunos saírem de Corumbá, conhecerem novas realidades e trocarem com outras escolas. Isso é essencial”, afirmou.

Palco para novos horizontes
A coordenadora de dança do Moinho, Aline Espírito Santo, destacou que o festival vai além da performance artística. “Estar em uma competição de dança é essencial para o crescimento do bailarino. Ainda mais para adolescentes de Corumbá, interior, fronteira, onde os acessos são mais escassos. Eles conquistaram esse espaço com muita disciplina, respeito e responsabilidade. O Moinho é um lugar de transformação e trampolim para o mundo”, declarou.
O Prêmio Onça Pintada é considerado o maior evento do gênero em Mato Grosso do Sul, com centenas de participantes em modalidades como ballet clássico, dança contemporânea, danças urbanas e folclóricas. Para os jovens do Moinho, a oportunidade representa não apenas um palco, mas também uma ponte para o futuro.















