OPINIÃO

Crianças enfrentam colapso nos hospitais, abusos dentro de casa e o impacto da violência doméstica enquanto igrejas se mobilizam por socorro coletivo
Leitos lotados, violência em alta e igrejas clamam por socorro às crianças em Campo Grande
Foto: Divulgação

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Enquanto o frio avança e os vírus respiratórios se espalham, o som das sirenes e das notícias tristes se mistura ao silêncio da dor. Campo Grande vive uma crise que atinge diretamente seus cidadãos mais vulneráveis: as crianças.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), os leitos de UTI pediátrica estão 100% ocupados. As cenas se repetem nos hospitais crianças lutando para respirar, profissionais de saúde esgotados e famílias à espera de um milagre.

Mas a doença física não é a única ameaça. Do lado de dentro dos lares, cresce outro tipo de violência: o abuso sexual infantil, silencioso, cruel, muitas vezes praticado por quem deveria proteger. E, como se não bastasse, o feminicídio segue fazendo vítimas, deixando para trás filhos órfãos, traumatizados e, em alguns casos, também brutalmente assassinados.

“O clamor das crianças chegou aos céus. Mas precisa ecoar na Terra, nas igrejas, nas casas, na consciência da sociedade. O silêncio também mata”, desabafa emocionado o Pastor Gladiston R. Amorim, presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Campo Grande (CONSEPACG).

Diante desse cenário, nasce um movimento de fé e resistência. As igrejas evangélicas da capital estão convocando toda a comunidade para um grande clamor de oração no próximo 2 de junho, às 19h30, na Praça do Rádio Clube ou onde cada pessoa estiver disposta a interceder.

A proposta vai além da oração. É um chamado à responsabilidade social, à mobilização e ao cuidado. Porque orar também é não se calar. É cobrar políticas públicas, exigir mais estrutura nos hospitais, proteção efetiva para as vítimas de abuso, acolhimento às famílias e ações firmes contra a violência doméstica.

“Orar não é se omitir. É se levantar. É estender as mãos por quem não tem mais forças nem voz. E nossas crianças estão gritando, mesmo em silêncio”, afirma o profeta Alex Ferreira, líder de intercessão do CONSEPACG.

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Karen Andrielly

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