Os incêndios em Mato Grosso do Sul seguem se multiplicando com a estiagem prolongada, o calor intenso e a baixa umidade do ar. Desde domingo (14), as chamas atingem a região da Serra de Maracaju, em Anastácio, e também avançam pela Serra da Bodoquena, onde o fogo chega ao terceiro dia consecutivo de combate. Na capital, a situação também preocupa: vários focos de incêndios urbanos foram registrados ao longo do fim de semana.
Na Serra de Maracaju, o fogo começou em um morro às margens da BR-262, a cerca de 20 quilômetros do acesso a Anastácio. A fumaça densa reduziu a visibilidade dos motoristas e aumentou o risco de acidentes na rodovia. O Corpo de Bombeiros contou com apoio aéreo para conter um dos focos próximos a uma fazenda, mas ainda há pontos ativos que serão combatidos novamente nesta segunda-feira (15).
Na Serra da Bodoquena, o incêndio ameaça áreas de preservação ambiental. O gerente do Refúgio Canaã, Rafael Ramalho, relatou que o fogo começou próximo à propriedade e se espalhou rapidamente. “O prejuízo financeiro não foi grande, mas o ambiental é muito alto. Muitos animais morreram”, disse. O combate é dificultado pelo terreno íngreme, que exige uso de bombas costais e abafadores. A operação conta com reforço do Departamento de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros e brigadistas do ICMBio.

Em Campo Grande, além do calor de quase 37°C registrado no fim de semana, diversos focos urbanos chamaram a atenção. Em bairros da periferia, lotes baldios e áreas de vegetação rasteira foram atingidos pelo fogo, aumentando o trabalho das equipes. O cenário reforça o alerta dos bombeiros para o risco das queimadas também dentro das cidades.
Orientações de prevenção
O Corpo de Bombeiros orienta que a população evite práticas que podem iniciar incêndios tanto em áreas urbanas quanto rurais. Entre elas estão: não queimar lixo ou restos de poda, evitar jogar bitucas de cigarro em áreas com vegetação e não acender fogueiras em locais secos. No campo, recomenda-se manter aceiros em torno de propriedades e plantações e utilizar o fogo somente com autorização e acompanhamento técnico.
As autoridades reforçam que, diante das condições climáticas extremas, qualquer descuido pode provocar grandes incêndios. Até o momento não há registros de vítimas, mas os prejuízos ambientais já são significativos.














