A mobilização em defesa do concurso público para a Educação estadual ganhou força nesta quarta-feira (23), com professores e administrativos de todas as regiões de Mato Grosso do Sul cobrando do Governo do Estado uma resposta concreta sobre a abertura de vagas efetivas. O movimento, liderado pela Federação dos Trabalhadores em Educação (FETEMS) e pelos 74 sindicatos filiados, denunciou o alto índice de contratações temporárias e a falta de valorização da categoria.
Durante o ato, centenas de profissionais lotaram o plenário da Assembleia Legislativa para exigir a realização imediata de concurso público e o cumprimento da lei sancionada em dezembro de 2024, que atualizou a tabela salarial dos servidores administrativos — medida que, segundo a categoria, ainda não foi implementada.
Atualmente, o Estado mantém mais de 12 mil professores contratados temporariamente, dos quais 8,4 mil atuam diretamente em sala de aula, enquanto apenas 7 mil docentes são efetivos. O desequilíbrio, segundo a FETEMS, precariza o trabalho nas escolas, afeta a continuidade pedagógica e fragiliza o vínculo dos profissionais com as comunidades escolares.
“A Educação pública precisa de estabilidade e valorização, não de vínculos precários. O concurso público é o único caminho para garantir continuidade pedagógica e respeito à carreira”, afirmou a presidenta da FETEMS, Deumeires Morais, durante o ato. Ela reforçou que o movimento sindical cobra também a convocação dos 400 professores aprovados no último concurso, além do preenchimento das 28 vagas remanescentes.
A mobilização se estendeu por várias instituições públicas. Representantes da Federação protocolaram documentos na Assembleia Legislativa, na Secretaria de Estado de Educação (SED) e no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), reforçando a reivindicação da categoria e pedindo acompanhamento das autoridades sobre o cumprimento das normas de valorização profissional.
Entre as principais pautas apresentadas estão:
– Realização imediata de concurso público para docentes e administrativos;
– Implementação integral da tabela de administrativos com reconhecimento da formação de nível superior;
– Convocação dos aprovados e das vagas remanescentes do último certame;
– Revisão das políticas de contratação temporária, que hoje representam quase metade do quadro funcional da Educação.
A FETEMS destacou que a luta por concurso público ultrapassa o interesse da categoria e está diretamente ligada à qualidade do ensino. “Sem estabilidade, não há planejamento pedagógico consistente nem formação continuada efetiva. Valorizar o servidor é valorizar o estudante”, afirmou Deumeires.













