Volume embarcado nos primeiros dias é baixo, mas expectativa é de recuperação conforme avanço da safra
Exportações de milho em julho começam lentas devido ao atraso na colheita
Foto: Divulgação

Clique e ouça a matéria

As exportações de milho no Brasil tiveram um início moroso em julho de 2025, pressionadas pelo atraso no início da colheita da segunda safra. Nos primeiros quatro dias úteis do mês, o volume embarcado chegou a pouco mais de 120 mil toneladas, um patamar que corresponde a apenas 3,4% do total exportado em julho do ano passado, quando as remessas ultrapassaram 3,5 milhões de toneladas.

Essa redução expressiva no ritmo das exportações se traduz em uma média diária que caiu para cerca de 30 mil toneladas, bem abaixo das 155 mil toneladas registradas no mesmo período em 2024. O impacto financeiro acompanha essa retração: o faturamento obtido com as vendas externas alcançou pouco mais de US$ 28 milhões, menos de um quarto da receita alcançada em julho anterior, que superou os US$ 700 milhões.

Segundo especialistas do setor, o principal motivo para esse desempenho aquém do esperado é o atraso na colheita, que tem limitado a disponibilidade de milho para exportação. Muitos contratos já firmados ainda não foram atendidos, pois o produto permanece no campo, comprometendo o fluxo comercial.

Setor mantém expectativa otimista para recuperação ao longo do mês

Apesar do começo fraco, o mercado aguarda uma melhora gradativa no ritmo das exportações conforme a colheita avança nas principais regiões produtoras. Analistas projetam que o volume total exportado até o fim de julho deve alcançar entre 7 e 8 milhões de toneladas, um índice compatível com a média dos anos anteriores.

Além disso, o preço médio do milho embarcado apresenta valorização, o que ajuda a mitigar parcialmente a queda na quantidade exportada. A tonelada do grão foi negociada a US$ 233,30 em média, um aumento de 18,3% em relação ao preço médio registrado em julho do ano passado.

A dinâmica deste mês reforça a importância da safra nacional para a posição do Brasil no mercado internacional de milho, assim como a sensibilidade dos embarques às condições climáticas e logísticas no campo.

SOBRE O AUTOR

Foto de Odirley Deotti

Odirley Deotti

Odirley Deotti é jornalista, escritor, designer gráfico e chefe de redação do Guia MS Notícias.

Que tal assinar nossa Newsletter e ficar por dentro das novidades?

[newsletter]

LEIA