As exportações de carne suína bateram recorde em junho e alcançam o maior valor mensal da história do setor. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país exportou 137,1 mil toneladas de carne suína no mês, um crescimento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita totalizou US$ 341,6 milhões, alta de 45,2% em comparação a junho de 2024.
Esse desempenho posiciona junho como o segundo melhor mês da história em volume embarcado e o maior já registrado em faturamento. A forte demanda das Filipinas, que aumentaram suas compras em 141,1%, foi o principal fator do avanço. Outros mercados relevantes também contribuíram: o Japão cresceu 27,7%, o Chile, 55,3%, enquanto a China teve leve recuo de 6,2%.
Santa Catarina lidera exportações; MG tem maior crescimento percentual
Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional com 374,3 mil toneladas embarcadas no primeiro semestre de 2025, crescimento de 11% frente ao ano anterior. O Paraná registrou alta de 38,81%, enquanto o Rio Grande do Sul subiu 21,29%. Minas Gerais teve o maior avanço proporcional do período: 54,71%, com 18,4 mil toneladas enviadas ao exterior. Mato Grosso também registrou crescimento, com 5,46%.
De janeiro a junho, o Brasil acumulou exportações de 722 mil toneladas de carne suína, 17,6% acima do primeiro semestre de 2024. A receita no período foi de US$ 1,723 bilhão, representando um salto de 32,6% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.
Setor projeta novo recorde anual com cenário internacional favorável
O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avalia que o desempenho reforça uma tendência de crescimento sustentado no mercado global. “Há um aumento em diversos mercados na demanda por carne suína do Brasil, incluindo mercados com elevado valor agregado. O comportamento do mercado global projeta resultados ainda mais positivos que as expectativas traçadas pelo setor produtivo em janeiro”, afirmou.
As perspectivas para o segundo semestre são otimistas, com possibilidade de novos recordes tanto em volume quanto em receita, impulsionados pela diversificação dos destinos e pela valorização do produto brasileiro no exterior.













