Mato Grosso do Sul vai receber mais de 201 mil unidades de repelentes e protetores solares com repelente para ações emergenciais de combate à chikungunya. A operação foi viabilizada pela Cruz Vermelha Brasileira – Filial Mato Grosso do Sul (CVBMS), após articulação institucional que permitiu destravar a doação avaliada em mais de R$ 5,8 milhões.
Os insumos serão destinados principalmente a comunidades indígenas e famílias em situação de vulnerabilidade social, diante do aumento dos casos da doença no Estado.
A iniciativa envolveu negociações entre a Cruz Vermelha, o Governo de Mato Grosso do Sul, o Ministério da Fazenda e uma indústria farmacêutica responsável pela doação dos produtos. Segundo a entidade, a transferência dos materiais dependia da resolução de entraves tributários interestaduais.
A medida foi viabilizada após a publicação do Decreto Estadual nº 16.767/2026, fundamentado no Convênio ICMS 53/26 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que autorizou a isenção fiscal necessária para a operação.
Demanda surgiu após alerta em aldeias de Dourados
A mobilização começou depois que o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI/MS) comunicou à Cruz Vermelha a situação considerada crítica nas aldeias Jaguapiru e Bororó, localizadas em Dourados.
Com a demanda apresentada, a entidade passou a atuar junto aos órgãos públicos para garantir segurança jurídica e tributária à doação.
Segundo a presidente da Cruz Vermelha MS, Aline Tagliaferro, a atuação conjunta entre diferentes esferas foi decisiva para viabilizar a chegada dos insumos ao Estado.
“Nossa missão institucional é servir como braço auxiliar do poder público. O desfecho positivo desta ação só foi possível graças à convergência de esforços do Governador Eduardo Riedel e do Ministro da Fazenda, Dario Durigan, bem como ao apoio fundamental na articulação e acompanhamento do processo pelas deputadas Camila Jara e Gleice Jane”, afirmou.
Distribuição terá foco em áreas vulneráveis
Com a questão fiscal resolvida, a Cruz Vermelha agora coordena a logística de transporte da carga, que será enviada de Minas Gerais para Mato Grosso do Sul.
A previsão é que os produtos sejam distribuídos prioritariamente nas reservas indígenas e também em áreas urbanas de municípios que enfrentam situação de calamidade relacionada ao avanço da chikungunya.
De acordo com a entidade, o planejamento busca acelerar as entregas para ampliar a proteção da população exposta à proliferação do mosquito transmissor da doença.
“O desafio agora é operacional. Estamos definindo o cronograma de entrega para garantir que o produto chegue com celeridade às mãos de quem mais precisa. Este é um momento de união: a doação dos produtos está garantida por nossa indústria parceira e a viabilidade legal pelo Estado; agora, o foco total é a proteção das vidas”, declarou Aline Tagliaferro.
Ao todo, serão distribuídas 138.612 unidades de protetor solar e repelente com FPS 30 e 60, além de 62.648 repelentes 4H nas versões adulto e infantil.












