Governador de Mato Grosso do Sul destaca na COP30, em Belém, políticas integradas que unem desenvolvimento econômico, inclusão social e neutralidade de carbono até 2030
Na COP30, Eduardo Riedel destaca que desenvolvimento e biodiversidade podem caminhar juntos
Foto: Tonico Gamma

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Crescer economicamente e manter a biodiversidade preservada são metas compatíveis, desde que os governos tenham convicção e coerência nas políticas públicas. A avaliação é do governador Eduardo Riedel, que defendeu nesta quarta-feira (12), durante sua participação na COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), em Belém (PA), um modelo de desenvolvimento sustentável baseado em diretrizes claras e ações integradas.

Riedel participou de uma série de encontros ao lado dos secretários Jaime Verruck e Artur Falcette, da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento. Entre os compromissos, destacou-se o painel promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que discutiu o papel dos governos subnacionais na governança climática internacional. “Nunca entendemos que fosse um paradoxo o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção de atividades de baixo carbono, a preservação da nossa biodiversidade”, afirmou o governador.

Políticas integradas e municipalismo

Com três biomas em seu território — Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica —, Mato Grosso do Sul vem se consolidando como referência nacional em políticas de crescimento associadas à conservação ambiental. Riedel lembrou que cerca de 84% do Pantanal no Estado permanece preservado, resultado de legislações específicas como a Lei do Pantanal, construída em diálogo com produtores rurais, organizações ambientais e autoridades públicas.

Outro ponto enfatizado pelo governador foi o fortalecimento do municipalismo por meio do programa MS Ativo. “Temos o programa MS Ativo, que nós criamos e desenvolvemos, e nele reunimos os 79 prefeitos, suas bancadas de vereadores, e ouvimos: qual é a dor do município? Esse foi o primeiro momento. Ali, o Estado pôde se fazer presente, trabalhando com obras de infraestrutura, com desenvolvimento, e depois evoluímos para parcerias na saúde e na educação”, explicou.

Segundo ele, os contratos de gestão firmados com os municípios incluem metas de neutralidade de carbono. “Já fizemos um diagnóstico junto com os municípios, e em 70 deles esse trabalho foi concluído. Essa ação está dentro da nossa característica de crescimento sustentável, junto com os municípios”, observou Riedel.

Energia renovável e inclusão social

Atualmente, 94% da energia produzida em Mato Grosso do Sul é renovável. O governador destacou que a política ambiental vem impulsionando a economia estadual, que cresce entre 5% e 6% ao ano, ritmo até três vezes superior à média nacional. O Estado também mantém a meta de se tornar carbono neutro até 2030, com foco na inclusão social e na geração de empregos.

Com taxa de desemprego abaixo de 3% e a segunda menor taxa de pobreza extrema do país, Mato Grosso do Sul busca erradicar a miséria nos próximos anos. “O desafio é olhar o desenvolvimento social dessas pessoas, atrelado a esse processo de crescimento. Se houver diálogo e convergência de propósitos, as coisas acontecem”, concluiu Riedel.

Nesta quinta-feira (13), o governador e sua comitiva seguem com a agenda em Belém, com participações nos painéis “MS na Agrizone”, organizado pela Embrapa, e “Lei Geral do Licenciamento Ambiental e o Papel dos Estados”, promovido pela Abema na Green Zone da COP30.

SOBRE O AUTOR

Foto de Odirley Deotti

Odirley Deotti

Odirley Deotti é jornalista, escritor, designer gráfico e chefe de redação do Guia MS Notícias.

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