Dados da Sesau mostram aumento acima de 2025, com circulação simultânea de vírus e maior risco para crianças e idosos
Casos de doenças respiratórias crescem e elevam atendimentos nas unidades de saúde da capital
Foto: Divulgação

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O número de atendimentos por doenças respiratórias já apresenta crescimento em Campo Grande antes do período considerado mais crítico, entre abril e julho. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) monitora o cenário e aponta que os registros atuais estão acima dos verificados no mesmo intervalo de 2025, com tendência de aumento nas próximas semanas.

A antecipação do crescimento está associada à circulação simultânea de vírus respiratórios, o que amplia a transmissão e exige maior atenção da rede de saúde.

Entre os agentes identificados estão rinovírus, Influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e Covid-19. A presença conjunta desses vírus eleva o risco de agravamento dos casos, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.

Crianças concentram casos mais graves

Os dados indicam maior impacto entre crianças, especialmente menores de um ano. Na sequência aparecem as faixas etárias de 1 a 4 anos e de 5 a 9 anos.

Até a 10ª semana epidemiológica de 2026, foram registrados 291 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no município. Desses, 25 evoluíram para óbito, o que corresponde a 8,2% dos casos.

Também foram identificados surtos em ambientes fechados, incluindo episódios relacionados à Covid-19 e ao VSR em crianças, ambos com necessidade de internação.

Ambientes fechados favorecem transmissão

A ocorrência de surtos reforça a necessidade de atenção em locais com pouca ventilação e grande circulação de pessoas, onde o risco de transmissão é maior.

A aproximação de períodos mais frios e chuvosos tende a intensificar esse cenário, favorecendo a disseminação dos vírus respiratórios.

Vacinação e medidas preventivas

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza em Campo Grande tem início previsto para 28 de março. A imunização é considerada uma das principais estratégias para reduzir casos graves e internações.

O município também oferece proteção contra o VSR para gestantes, com o objetivo de reduzir complicações em recém-nascidos.

A orientação das autoridades de saúde inclui medidas como higienização frequente das mãos, etiqueta respiratória e evitar aglomerações, além de manter a vacinação em dia.

Rede de saúde reforça protocolos

Diante do aumento dos atendimentos, as unidades de saúde foram orientadas a reforçar protocolos de atendimento, isolamento de casos suspeitos e monitoramento de surtos.

A medida busca garantir resposta adequada à demanda e reduzir o risco de agravamento dos quadros nas próximas semanas.

SOBRE O AUTOR

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Odirley Deotti

Odirley Deotti é jornalista, escritor, designer gráfico e chefe de redação do Guia MS Notícias.

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