O Rio Taquari, no norte do Estado, será alvo de um ambicioso projeto de restauração ecológica com investimento de R$ 6,7 milhões. A iniciativa, chamada “Caminhos das Nascentes: Restauração Ambiental na Bacia do Taquari”, foi aprovada pelo Edital Floresta Viva – Corredores de Biodiversidade e será executada pelo Instituto Taquari Vivo em parceria com a SOS Pantanal, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL), a UFMS e a Prefeitura de Alcinópolis.
O projeto visa recuperar 378 hectares em áreas estratégicas da Bacia do Taquari, incluindo o Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari (PENT) e o Monumento Natural Municipal Serra do Bom Jardim (MNMSBJ), nos municípios de Costa Rica e Alcinópolis. A iniciativa tem como objetivo combater a erosão e o assoreamento que afetam o Cerrado, o Pantanal e as comunidades locais.
Técnicas e impactos ambientais
Renato Roscoe, diretor-executivo do Instituto Taquari Vivo, destaca que o projeto une ciência e prática para garantir soluções eficazes e duradouras. “As técnicas aplicadas incluem o plantio de árvores e a implementação de práticas de manejo e conservação do solo e da água, como terraços e bacias de captação”, explica.
Para o fiscal ambiental e assessor tecnico do IMASUL, Rômulo Louzada, o projeto permitirá a recuperação de pastagens degradadas na Fazenda Continental, sede do projeto Sementes do Taquari, e usará tecnologias importantes para a melhor manutenção das áreas. “Essa restauração será conduzida por meio de técnicas de restauração ativa, incluindo o plantio de árvores e a implementação de práticas de manejo e conservação do solo e da água, como terraços e bacias de captação”, explica.
Benefícios para produtores rurais e sociedade
Além do impacto ambiental, o projeto beneficiará mais de 160 produtores rurais, promovendo capacitações e incentivando práticas sustentáveis. A iniciativa também fortalecerá a cadeia produtiva da restauração ecológica, aumentando a demanda por sementes e mudas nativas.
Leonardo Gomes, diretor-executivo da SOS Pantanal, enfatiza que o projeto busca mitigar danos ambientais acumulados ao longo de décadas. “Trata-se de um esforço conjunto entre setor privado, setor público e academia para revitalizar um dos principais rios do Pantanal. Nosso papel será documentar e comunicar essas ações, além de engajar a sociedade nesse processo”, destaca.

Compromisso com a sustentabilidade
Coordenado por Letícia Koutchin Reis, o projeto representa um avanço na recuperação ecológica da Bacia do Taquari e reforça o compromisso do Instituto Taquari Vivo com a sustentabilidade e a conservação da biodiversidade. “Nosso objetivo é transformar a Bacia do Taquari em referência na recuperação ambiental aliada a práticas produtivas sustentáveis”, finaliza Letícia.
O edital é conduzido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e faz parte de uma iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoiar projetos de restauração ecológica com espécies nativas em todos os biomas brasileiros.













