O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy, e o vereador Landmark Rios, membro da Comissão de Obras e Serviços Públicos, acompanharam neste final de semana o secretário titular da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), Marcelo Miglioli, em vistorias a bairros afetados pelas fortes chuvas que atingiram a Capital.
Acompanhando os trabalhos de levantamento dos danos, os parlamentares anunciaram que irão iniciar o debate para elaborar e votar um decreto de emergência em Campo Grande. O objetivo é permitir que o Executivo Municipal tenha acesso mais rápido a recursos para recuperação de obras estruturais danificadas.
As chuvas intensas que atingiram Campo Grande no final de semana agravaram ainda mais a situação em diversas regiões da cidade, com alagamentos, quedas de árvores e danos estruturais. De acordo com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), apenas no dia 24 foram registrados 88 milímetros de chuva. Apesar do fim do alerta laranja emitido pela Defesa Civil, o tempo instável prolongou os transtornos e reforçou a necessidade de ações emergenciais.
Bairros afetados e articulação para recursos
Os vereadores acompanharam o secretário Marcelo Miglioli em vistorias no bairro Chácara Cachoeira, onde uma erosão comprometeu o acesso a propriedades, e em vias do bairro Noroeste. O presidente da Casa de Leis destacou a urgência da situação.
“A Câmara está presente para se solidarizar com os moradores afetados pelas chuvas e demonstrar apoio à Prefeitura de Campo Grande. Estamos à disposição para votar matérias em caráter de emergência, pois a situação é de calamidade. Com um decreto de estado de emergência o município consegue acessar recursos federais de forma imediata para socorrer Campo Grande, que passa por um grave problema financeiro”, afirmou Papy.
O vereador Landmark Rios, membro da Comissão de Obras e Serviços Públicos, ressaltou que os estragos atingem várias regiões da cidade. “É um momento delicado. É possível buscar esses recursos federais, desde que a Câmara autorize. Nesse momento a Câmara está presente, acompanhando os trabalhos de levantamento. Há vários bairros com problemas. No momento oportuno vamos apreciar o projeto de declaração de emergência”, pontuou.
Medidas emergenciais e planejamento
Durante a vistoria, Marcelo Miglioli informou que os trabalhos de recuperação, como o aterramento de erosões, devem começar assim que as chuvas cessarem. “Não havendo chuva, vamos trabalhar já no fim de semana aqui. É uma situação que não dá pra fazer nada com chuva. Temos que recompor o aterro”, explicou.
O secretário também destacou que a Prefeitura iniciou tratativas com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) para implementar obras que evitem o transbordamento do Lago do Amor. “Temos pré-projeto e já tivemos uma conversa com a UFMS. A solução é fazer o desassoreamento do Lago do Amor e da bacia de contenção do Rádio Clube, além da instalação de caixas de contenção para barrar material sólido. Engenharia se faz com planejamento, projeto e execução. Para a terceira etapa é preciso recursos e estamos atrás disso agora”, afirmou Miglioli.
Segundo a Prefeitura, até a sexta-feira (25) foram registradas 328 notificações de quedas de galhos ou árvores em Campo Grande. A população pode acionar a Defesa Civil pelo número 199 para relatar ocorrências.












