Com cobertura abaixo de 31%, Capital já registra mortes por influenza e autoridades temem aumento de casos graves nas próximas semanas
Baixa procura pela vacina da gripe preocupa Campo Grande em meio à chegada do frio intenso
Foto: PMCG

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A baixa adesão à vacina contra a gripe passou a preocupar autoridades de saúde em Campo Grande justamente no momento em que as temperaturas começam a cair de forma mais intensa na Capital. Com apenas 30,7% de cobertura entre os grupos prioritários, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) teme um aumento expressivo nos casos de doenças respiratórias nas próximas semanas.

O alerta ocorre em meio ao crescimento de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e mortes relacionadas a complicações respiratórias. Até agora, Campo Grande já contabiliza 753 registros de SRAG e 49 óbitos. Nos casos de influenza, foram confirmados 69 diagnósticos e 11 mortes.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, o frio favorece a circulação de vírus respiratórios e amplia o risco de agravamento entre pessoas mais vulneráveis.

“O risco do inverno é esse: as frentes frias trazem à tona a circulação de vírus. O quadro clínico do paciente define a gravidade. Idosos e pessoas com comorbidades têm maior chance de evoluir para casos graves e até morte”, afirma.

A preocupação da secretaria é que a baixa procura pela vacina amplie a pressão sobre as unidades de saúde nos próximos dias, principalmente diante da circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios.

Cobertura vacinal segue abaixo da meta

Mesmo com campanhas de imunização e ações promovidas pela prefeitura, a adesão à vacina contra influenza continua distante do esperado entre os públicos considerados prioritários.

A Sesau reforça que a vacina é a principal forma de evitar complicações, internações e mortes provocadas pela gripe.

“A vacina contra influenza é fundamental. Precisamos que a população que faz parte do público prioritário faça a adesão, procure as unidades de saúde para se imunizar. A vacina tem justamente esse papel, de reduzir as complicações”, destaca Veruska Lahdo.

A ampliação da vacinação para outros públicos ainda depende de autorização do Ministério da Saúde e do envio de novas doses pelo Programa Nacional de Imunizações.

Além da influenza, a vigilância acompanha o aumento da circulação de rinovírus e do vírus sincicial respiratório, que costuma atingir principalmente crianças pequenas. Idosos, gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades seguem entre os grupos com maior risco de agravamento.

A orientação das autoridades é manter cuidados preventivos, evitar aglomerações em locais fechados e procurar atendimento médico diante de sintomas respiratórios mais intensos.

SOBRE O AUTOR

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Odirley Deotti

Odirley Deotti é jornalista, escritor, designer gráfico e chefe de redação do Guia MS Notícias.

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