O Centro de Campo Grande conta atualmente com 291 imóveis abandonados, conforme levantamento divulgado pela Polícia Militar. O dado foi apresentado pelo vereador André Salineiro (PL), em alerta aos riscos que essas propriedades representam para a segurança, a saúde pública e o desenvolvimento econômico da região central da capital sul-mato-grossense.
“Esses imóveis acabam sendo ocupados por moradores de rua, muitos são usados para esconder produtos furtados e também se tornam focos de proliferação do mosquito da dengue. É uma situação que prejudica o comércio, os moradores e quem transita pela região”, afirmou Salineiro.
Preocupado com o cenário, o vereador encaminhou ofício à Prefeitura de Campo Grande solicitando um levantamento mais detalhado. O objetivo é identificar quantos imóveis são públicos e quantos são particulares, a fim de propor políticas públicas específicas e eficazes para cada situação.
Segundo Salineiro, a revitalização do Centro exige ações estratégicas e articuladas, que envolvam o poder público, proprietários e a comunidade local. “Precisamos agir com estratégia para revitalizar o Centro e garantir mais segurança e saúde para todos”, completou.
A presença de imóveis abandonados tem impacto direto no cotidiano da cidade. Além de oferecerem riscos à segurança — como abrigar atividades ilícitas —, essas estruturas contribuem para a degradação urbana, afastam consumidores do comércio e comprometem a imagem da região central.
A iniciativa de mapear e propor soluções para esse problema reforça a importância do debate sobre o uso adequado do espaço urbano e a necessidade de políticas de revitalização que aliem desenvolvimento, preservação e bem-estar social.














