OPINIÃO

Com apenas quatro episódios, produção provoca reflexões duras sobre juventude, violência e o papel da família
A série que todo mundo deveria assistir
Foto: Karen Andrielly

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Como vocês já sabem, eu amo assistir filmes. Sempre que consigo, tiro um tempinho para ver algo novo. Confesso que não sou muito adepta de séries, porque gosto de começar e terminar a história de uma vez. Mas, de vez em quando, faço algumas exceções.

Depois de Mães Pinguins, venho aqui para fazer outra indicação. Dessa vez, a série que me prendeu e me fez refletir foi Adolescência, da Netflix. E, claro, chamei meu fiel parceiro de cinema, o Samuel, para maratonar comigo.

Essa série tem recebido muitas críticas, justamente por provocar uma reflexão incômoda sobre como estamos conduzindo a educação dos nossos filhos. São apenas quatro episódios, mas eles são intensos, confrontadores e revelam uma realidade que muitas vezes está bem diante dos nossos olhos, mas nós insistimos em não enxergar.

A trama gira em torno de um garoto de 13 anos acusado de esfaquear até a morte uma garota. O que choca é que ele foge completamente do estereótipo de “menino mau”. Pelo contrário, às vezes dá vontade de pegá-lo no colo. Porque, no final das contas, ele ainda é apenas uma criança.

E o mais assustador de tudo isso? A série foi inspirada em duas notícias reais que saíram na mesma semana, em locais totalmente diferentes, onde meninos mataram meninas. Ou seja, infelizmente, isso não é ficção.

A série nos obriga a pensar sobre como a adolescência é uma fase complexa, cheia de transformações e vulnerabilidades. Nos faz questionar: estamos realmente atentos ao que se passa na cabeça dos nossos filhos? Sabemos quais são suas angústias, medos e influências? Estamos preparando-os emocionalmente para o mundo?

Adolescência é um soco no estômago, mas também uma oportunidade para olharmos para dentro das nossas próprias casas e repensarmos a forma como estamos criando nossos filhos.

Muitas vezes, estamos tão ocupados com a correria do dia a dia que acreditamos que oferecer uma boa educação, incentivar o esporte e manter nossos filhos em casa, em segurança, é o suficiente. Mas esquecemos que o maior perigo pode estar, justamente, na tão cobrada privacidade do quarto deles.

Fica a dica: assista e depois me conta o que achou!

SOBRE O AUTOR

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Karen Andrielly

"Os artigos assinados por editores convidados refletem as opiniões e visões pessoais dos autores e não necessariamente representam a posição editorial deste jornal. O conteúdo é de inteira responsabilidade dos respectivos colaboradores."

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