Proposta orçamentária para 2026 recebeu sugestões em áreas como saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente
LDO é aprovada com 275 emendas dos vereadores de Campo Grande
Foto: Izaias Medeiros

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A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é aprovada com 275 emendas pelos vereadores de Campo Grande durante sessões realizadas nesta quinta-feira (3). O projeto, que traça as metas e prioridades da administração municipal para o exercício financeiro de 2026, foi debatido em duas etapas: primeiro em sessão ordinária e, em seguida, em sessão extraordinária da Câmara Municipal.

Encaminhada pelo Poder Executivo por meio do Projeto de Lei 11.777/25, a proposta agora segue para análise da prefeita Adriane Lopes, que poderá sancionar ou vetar parcialmente o conteúdo. Em caso de veto a alguma emenda, o texto retorna ao Legislativo, onde os parlamentares podem decidir por manter ou derrubar a decisão do Executivo.

Saúde, infraestrutura e educação entre as áreas prioritárias

Relator do projeto e presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, o vereador Otávio Trad apresentou um relatório de 99 páginas com a síntese das emendas recebidas. Entre os principais temas contemplados estão investimentos em saúde, com foco no Hospital Municipal, contratação de profissionais, casa de parto humanizado e hospital veterinário.

Outras áreas beneficiadas incluem asfaltamento, drenagem, ampliação de ciclovias, habitação, inclusão social, educação e segurança pública. As emendas também reforçam políticas ambientais e a preservação de parques urbanos. O relatório completo está disponível para consulta no site oficial da Câmara, na seção de legislação.

Crédito suplementar gerou debate entre parlamentares

Durante a votação, quatro emendas foram destacadas para análise individual, todas relacionadas à limitação de créditos suplementares. A emenda da Comissão de Finanças foi aprovada, limitando esse tipo de movimentação orçamentária a 15% das despesas previstas para 2026. Propostas que buscavam reduzir esse percentual para 10%, apresentadas por Dr. Lívio, Marquinhos Trad e Luiza Ribeiro, foram rejeitadas em plenário.

Os créditos suplementares permitem que o Executivo realoque recursos entre diferentes áreas da administração, dentro do orçamento aprovado. A versão original da prefeitura previa flexibilidade de até 30%, considerada excessiva por parte dos parlamentares.

Participação popular e números do orçamento

Ao todo, 317 emendas foram protocoladas pelos vereadores, sendo 34 consideradas inaptas e 6 aglutinadas por tratarem de temas semelhantes. O número final aprovado foi de 275 emendas. Segundo Otávio Trad, esse volume representa o maior já registrado na história recente da Câmara. “Foi um trabalho intenso, com escuta ativa da sociedade e participação expressiva da Casa”, afirmou.

A população também participou do processo por meio de sugestões enviadas aos vereadores e da audiência pública realizada em 16 de maio, com transmissão ao vivo pela TV Câmara e pelo YouTube.

Para 2026, a previsão orçamentária de Campo Grande é de R$ 6,66 bilhões, valor levemente inferior ao orçamento deste ano, que foi de R$ 6,68 bilhões — uma queda de 0,28%. Quando somado o Regime Próprio da Previdência Social, a receita total prevista sobe para R$ 6,8 bilhões.

SOBRE O AUTOR

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Odirley Deotti

Odirley Deotti é jornalista, escritor, designer gráfico e chefe de redação do Guia MS Notícias.

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