A colheita do milho segunda safra 2025/2026 começou em Mato Grosso do Sul e já alcança 2,8% da área cultivada, o equivalente a aproximadamente 46 mil hectares. Ao mesmo tempo, o cenário nas lavouras segue favorável: 70,8% das áreas monitoradas apresentam boas condições de desenvolvimento, segundo o mais recente levantamento do Projeto SIGA-MS, desenvolvido pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc.

O estudo mostra ainda que 18,3% das lavouras estão em condição regular, enquanto 10,9% foram classificadas como ruins. Os dados consideram o acompanhamento realizado até o dia 3 de julho.

Norte e Nordeste lideram qualidade das lavouras

As regiões Norte e Nordeste concentram os melhores resultados do Estado. No Norte, 92,1% das áreas avaliadas estão em boas condições, enquanto no Nordeste esse índice chega a 82,9%.

Também predominam lavouras bem desenvolvidas nas regiões Oeste, com 79,4% das áreas classificadas como boas; Sudoeste, com 73,6%; e Sudeste, onde o percentual alcança 72,8%.

Na região Centro, 57,9% das lavouras apresentam boas condições, enquanto 23,8% foram enquadradas como ruins, situação atribuída principalmente aos efeitos das condições climáticas enfrentadas durante o ciclo da cultura.

Já na região Sul, 64,1% das áreas permanecem em boas condições e 31% foram classificadas como regulares. Na região Sul-Fronteira, 62,3% das lavouras seguem com bom desenvolvimento, embora ainda exista preocupação com possíveis reflexos das geadas registradas entre os dias 24 e 26 de junho.

Colheita avança de forma gradual

O levantamento aponta que os trabalhos de colheita estão mais adiantados nas regiões Centro e Sul, ambas com 3,1% da área colhida. Na região Norte, a operação ainda está no início e alcança apenas 0,2% das lavouras.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o monitoramento continua voltado aos efeitos localizados provocados pela estiagem e pelas geadas.

"Continuamos monitorando os impactos localizados provocados pela estiagem e pelas geadas, especialmente na região Sul-Fronteira. Neste momento, o acompanhamento técnico é fundamental para avaliar possíveis reflexos sobre a produtividade."

Balta explica que o ritmo inicial da colheita foi influenciado pelas condições climáticas registradas nas últimas semanas.

"As chuvas acima da média em importantes regiões produtoras retardaram o início da colheita. Além disso, historicamente o milho apresenta umidade mais elevada nesse período, o que naturalmente posterga a entrada das máquinas no campo. A expectativa é que os trabalhos ganhem intensidade a partir da segunda quinzena de julho."

Produção estimada supera 11 milhões de toneladas

A estimativa da Aprosoja/MS para a segunda safra 2025/2026 permanece em 2,206 milhões de hectares cultivados. A projeção é de produtividade média de 84,2 sacas por hectare, com produção estimada em 11,139 milhões de toneladas.

O Projeto SIGA-MS mantém acompanhamento semanal das lavouras e da evolução da colheita em todas as regiões produtoras de Mato Grosso do Sul, fornecendo informações técnicas para produtores rurais, mercado e demais segmentos ligados ao agronegócio.