A candidata a deputada estadual Juliana Aranda assinou, na noite desta segunda-feira (14), em Campo Grande, a Carta de Compromisso das Lideranças Cristãs Católicas e Evangélicas de Mato Grosso do Sul. O documento reúne 22 compromissos apresentados aos candidatos nas eleições deste ano e trata de temas como defesa da vida, família, liberdade religiosa, liberdade de expressão, segurança pública, saúde, combate às drogas, empreendedorismo e combate à corrupção.
O encontro reuniu representantes de comunidades católicas e evangélicas e candidatos que disputam cargos majoritários no Estado. Participaram o candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e os candidatos ao Senado Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, além de lideranças religiosas.
Ao assinar a carta, Juliana formalizou sua adesão aos princípios elencados no documento. Entre os compromissos estão ainda a proteção da infância, das mulheres e dos idosos, o fortalecimento da saúde e da segurança pública, a defesa da liberdade econômica e o incentivo ao empreendedorismo.
A carta também prevê que os candidatos mantenham diálogo permanente com as lideranças cristãs e considerem os princípios apresentados no documento em suas decisões e manifestações públicas.
Trajetória religiosa
A participação de Juliana no encontro está relacionada a uma trajetória religiosa que, segundo a candidata, começou ainda na infância e antecede sua entrada na política. Católica, ela frequentou a Paróquia São João Bosco, onde fez Catequese, recebeu a Primeira Eucaristia e a Crisma, além de ter celebrado o casamento e batizado os dois filhos.
Na mesma comunidade, atuou durante mais de dez anos como catequista, participando da formação cristã de crianças e jovens. Em 2002, ela e o marido fizeram a primeira etapa do Encontro de Casais com Cristo (ECC) na paróquia. Depois disso, passaram a colaborar com outros encontros promovidos pela comunidade, atividade que mantiveram até 2016.
A candidata também participou da segunda etapa do ECC e de acampamentos católicos, posteriormente contribuindo com o trabalho de formação e evangelização, inclusive no Acampamento Mirim.
A atuação religiosa de Juliana passou ainda por outras comunidades de Campo Grande. Ela serviu durante oito anos na Capela da Santa Casa e, na Comunidade Senhor do Bonfim, exerceu a função de Ministra Extraordinária da Sagrada Comunhão Eucarística.
Desde 2016, participa da Paróquia São Francisco de Assis, onde também exerce o ministério extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística. Na comunidade, integrou a coordenação do Conselho Pastoral Paroquial e participou de ações voltadas à arrecadação de recursos.
Ao lado do marido, Juliana também atuou como casal festeiro da paróquia. Entre as iniciativas realizadas pelo casal estão a produção e venda de mil pizzas para arrecadar recursos para a comunidade e a colaboração na realização do primeiro Costelão da Paróquia São Francisco de Assis.
Fé como compromisso político
Para Juliana, a assinatura da carta representa a continuidade de uma atuação religiosa que, segundo ela, está ligada à ideia de serviço.
“Minha vida sempre foi muito ativa dentro da Igreja. A minha fé não surgiu agora e nunca foi apenas um discurso. É uma caminhada que começou na infância e foi construída com participação, missão e muito trabalho. Amo servir ao meu Senhor e agora quero servir à população de Mato Grosso do Sul”, afirmou.
A candidata também relacionou a experiência acumulada nas comunidades religiosas à forma como pretende atuar caso seja eleita.
“Minha história com a Igreja é verdadeira e marcada por muita ação. Aprendi que servir exige presença, responsabilidade, energia e determinação. É dessa mesma forma que quero contribuir com o nosso Estado, defendendo a vida, a família, a liberdade e cuidando das pessoas”, destacou.
Na reta final da campanha, Juliana afirma que pretende levar para a disputa eleitoral a defesa dos compromissos registrados no documento assinado durante o encontro.
“Não quero que a fé seja apenas um discurso. Defender a vida, a família, a liberdade religiosa e o direito de expressão exige diálogo, coragem e compromisso nas decisões que afetam a população. É com esse propósito que quero representar Mato Grosso do Sul”, concluiu.