A quantidade de drogas interceptadas em Mato Grosso do Sul é um dos argumentos usados pela candidata a deputada federal Cassy Monteiro (PL-MS) para defender uma participação maior do governo federal no custeio da segurança na fronteira. Para ela, o enfrentamento às organizações criminosas precisa combinar operações contra facções, investimentos em tecnologia e inteligência e medidas de prevenção voltadas a crianças e adolescentes.

Em 2025, o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreendeu 196,5 toneladas de drogas em Mato Grosso do Sul. O resultado foi o segundo maior já registrado pela unidade e ficou mais de 30% acima do volume apreendido em 2024. O Estado tem aproximadamente 1,6 mil quilômetros de fronteira com Paraguai e Bolívia, conforme dados do DOF.

Para Cassy, a dimensão das rotas que passam pelo Estado faz com que a questão ultrapasse os limites de Mato Grosso do Sul.

“A droga e a arma que atravessam Mato Grosso do Sul não ficam aqui. Elas abastecem organizações criminosas e espalham violência por outras regiões. Fortalecer nossa fronteira é proteger Mato Grosso do Sul, mas também é enfraquecer as facções no restante do país. A segurança do Brasil começa aqui”, afirma.

Inteligência e integração das forças

Entre as medidas defendidas pela candidata está a ampliação dos investimentos federais em inteligência, tecnologia e monitoramento da faixa de fronteira. A proposta também prevê maior integração entre forças federais, estaduais e estruturas municipais.

No Congresso Nacional, Cassy afirma que pretende apoiar mudanças para endurecer o combate às organizações criminosas, com medidas direcionadas às estruturas financeiras e operacionais das facções.

A candidata também relaciona a segurança de fronteira ao trabalho de prevenção nas comunidades. Na avaliação dela, o combate ao crime organizado precisa considerar os mecanismos utilizados pelas facções para atrair jovens em áreas de maior vulnerabilidade.

Durante a pandemia, Cassy participou de um projeto social desenvolvido na periferia que atendeu mais de 500 famílias. Segundo ela, a experiência permitiu acompanhar de perto os efeitos da violência e da presença do crime no cotidiano dessas comunidades.

“Facção ocupa espaço vazio. Ela oferece dinheiro, pertencimento e uma falsa sensação de poder para jovens que muitas vezes estão vulneráveis. Entender isso não significa aliviar para criminoso. É justamente o contrário: precisamos atacar comando, dinheiro, armas e drogas com toda a força do Estado e, ao mesmo tempo, chegar antes do crime na vida dos nossos jovens. Dureza contra quem escolheu o crime e presença antes que a facção consiga recrutar”, afirma.

Candidata visita forças de segurança

A segurança pública também esteve entre os temas tratados por Cassy em compromissos recentes pelo Estado. Em Campo Grande, ela manteve contato com integrantes da Guarda Civil Metropolitana. Em Corumbá, conversou com profissionais e discutiu dificuldades enfrentadas na região de fronteira.

A candidata considera que a extensão territorial da fronteira e a circulação de drogas e armas destinadas a outras partes do país justificam uma maior participação da União no financiamento das estruturas de segurança de Mato Grosso do Sul.

“Quem está na ponta sabe onde falta estrutura, tecnologia, integração e presença. Mato Grosso do Sul não pode carregar praticamente sozinho uma responsabilidade que é do Brasil inteiro. Quero levar essa realidade para Brasília e transformar as demandas de quem enfrenta o crime todos os dias em prioridade nacional”, conclui.