A disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso do Sul começa a desenhar o tamanho das forças políticas. A aliança liderada pelo governador Eduardo Riedel (PP) ganhou um novo integrante com a entrada do Avante, partido presidido no Estado por Lídio Lopes, e passou a reunir seis siglas na composição governista. Com a nova adesão, o grupo deve concentrar mais de 60% do tempo de propaganda eleitoral.
Avante completa grupo de seis partidos
Além do Progressistas, que está federado ao União Brasil, a base de Riedel contará com PL, PSDB, MDB, Republicanos e Avante. A confirmação da nova composição antecede a convenção partidária do PP, prevista para 1º de agosto, quando a chapa majoritária deve ser apresentada oficialmente.
A entrada do Avante foi o último movimento para fechar a composição anunciada até o momento pela candidatura governista. O partido acrescenta à aliança a representação de sete deputados federais eleitos, aumentando a fatia do grupo no cálculo do tempo de rádio e televisão destinado à propaganda eleitoral.
Maioria dos grandes partidos amplia espaço eleitoral
O tempo de propaganda eleitoral é definido conforme a representação dos partidos na Câmara dos Deputados. Pela composição atual, a aliança de Riedel reúne bancadas do PL, União Brasil, PP, PSDB, MDB e Republicanos, que juntas representam uma parcela majoritária da Câmara.
Com a chegada do Avante, o grupo acrescenta mais 1,3% ao espaço de propaganda, ultrapassando a marca de 60% do horário eleitoral.
A divisão do tempo de rádio e televisão é um dos elementos estratégicos das campanhas, já que amplia a exposição dos candidatos durante o período oficial de propaganda.
Nova composição se diferencia da eleição anterior
Na eleição passada, Eduardo Riedel disputou o Governo de Mato Grosso do Sul com uma coligação formada por sete partidos: PSDB, PP, PL, Republicanos, PSB, PDT e Cidadania.
Para 2026, a articulação política muda com Riedel filiado ao Progressistas e uma base formada por siglas que possuem grandes bancadas no Congresso Nacional.