A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) realizou, nesta segunda-feira (22), uma solenidade de homenagem e reconhecimento ao legado da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reunindo autoridades estaduais e federais, pesquisadores e representantes do Ministério da Saúde. Proponente da homenagem, a deputada estadual Gleice Jane (PT) destacou a importância da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento do Pais e do Estado, além de defender o fortalecimento das instituições de pesquisa diante dos desafios enfrentados pela produção científica no país.
Segundo a parlamentar, investir em conhecimento é fundamental para a formulação de políticas públicas eficientes e para o enfrentamento de problemas sociais e sanitários. Ela também ressaltou que a ciência ainda enfrenta resistência motivada por interesses políticos e econômicos, tornando ainda mais necessário o apoio às instituições comprometidas com a pesquisa, a inovação e a defesa das evidências científicas.
Durante o evento de homenagem foi destacada a trajetória histórica da Fiocruz, criada em 1900, no Rio de Janeiro, e reconhecida como uma das principais instituições de ciência e tecnologia em saúde da América Latina. Em Mato Grosso do Sul, a fundação atua há cerca de 18 anos, período em que ampliou sua presença por meio de parcerias voltadas à pesquisa, inovação e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante a solenidade, o presidente da instituição, Mário Santos Moreira, ressaltou a importância do reconhecimento e destacou o papel histórico da Fiocruz no enfrentamento de crises sanitárias, com ênfase na pandemia de Covid-19Ele reforçou a relevância da vacinação como estratégia essencial de proteção coletiva e chamou atenção para os impactos da desinformação na saúde pública.
Segundo ele, embora o Brasil represente cerca de 3% da população mundial, chegou a concentrar aproximadamente 10% das mortes por Covid-19 em determinados momentos da crise sanitária, sendo a maior parte dos óbitos registrada entre pessoas não vacinadas, uma estatistica incompreensível já que cerca de 400 milhões de doses de vacinas foram disponibilizadas ao longo da pandemia.

Ao abordar o papel da ciência na sociedade, Moreira defendeu a necessidade de aproximar o conhecimento científico da população. Para ele, a linguagem excessivamente técnica utilizada muitas vezes pelos pesquisadores dificulta a compreensão pública e abre espaço para a circulação de informações falsas. O presidente da Fiocruz defendeu a popularização da ciência como uma das principais ferramentas de combate à desinformação, contribuindo para que a população tenha acesso a informações confiáveis e possa tomar decisões baseadas em evidências, “deixando de acreditar em muita besteira que circula por aí”.
Representando a Superintendência Regional do Ministério da Saúde, a médica Silvia Uehara destacou resultados práticos das ações desenvolvidas em Mato Grosso do Sul, com ênfase no uso de estratégias inovadoras no controle do mosquito Aedes aegypti em Campo Grande. O método Wolbachia contribuiu para a redução da incidência de dengue no município, atuando de forma complementar às ações tradicionais de vigilância, eliminação de criadouros e educação em saúde. Ela acredita que a experiência reforça a importância da inovação em saúde pública e da integração entre pesquisa, gestão e ações de campo, ampliando a capacidade de resposta dos sistemas de vigilância epidemiológica.
Já a coordenadora regional da Fiocruz no estado, Jislaine de Fátima Guilhermina, destacou os 18 anos de atuação da instituição em Mato Grosso do Sul e o apoio de diferentes esferas institucionais para a consolidação de suas atividades. Jislaine explicou u que os trabalhos são organizados em eixos estratégicos como saúde indígena, vigilância epidemiológica, meio ambiente, biodiversidade e educação, além da atuação em regiões de fronteira e junto a comunidades indígenas. A cerimônia foi encerrada com manifestações de reconhecimento ao trabalho da Fiocruz em Mato Grosso do Sul e com o compromisso institucional de ampliar investimentos em pesquisa, formação de profissionais e fortalecimento das políticas públicas de saúde.

Representando a Superintendência Regional do Ministério da Saúde, a médica Silvia Uehara destacou resultados práticos das ações desenvolvidas em Mato Grosso do Sul, com ênfase no uso de estratégias inovadoras no controle do mosquito Aedes aegypti em Campo Grande. Segundo ela, o método Volpak tem contribuído para a redução da incidência de dengue no município, atuando de forma complementar às ações tradicionais de vigilância, eliminação de criadouros e educação em saúde. A médica ressaltou ainda que a experiência reforça a importância da inovação em saúde pública e da integração entre pesquisa, gestão e ações de campo, ampliando a capacidade de resposta dos sistemas de vigilância epidemiológica. A cerimônia foi encerrada com manifestações de reconhecimento ao trabalho da Fiocruz em Mato Grosso do Sul e com o compromisso institucional de ampliar investimentos em pesquisa, formação de profissionais e fortalecimento das políticas públicas de saúde.
Homenageados
Foram homenageados, nesta segunda-feira três importantes nomes ligados à ciência, à pesquisa e à saúde pública, em reconhecimento às suas contribuições para o fortalecimento da produção científica e do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre eles está o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mário Santos Moreira, reeleito para o mandato de 2025-2028. Sua atuação à frente da instituição tem sido marcada pelo fortalecimento das políticas de inovação em saúde, ampliação da capacidade de pesquisa e articulação com redes científicas nacionais e internacionais.
Também foi lembrada a pesquisadora emérita da Fiocruz, Nísia Verônica Trindade Lima. Ao longo de sua trajetória na instituição, ocupou funções estratégicas como diretora da Casa de Oswaldo Cruz, editora científica da Editora Fiocruz, vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação e presidente da Fundação. Durante a pandemia de Covid-19, teve papel central na coordenação das ações institucionais da Fiocruz e, entre 2023 e 2025, atuou como ministra de Estado da Saúde, liderando iniciativas voltadas à reconstrução do SUS no pós-pandemia.
Completando a lista, a farmacêutica industrial Jislaine de Fátima Guilhermino, mestre em Química Orgânica e doutora em Gestão e Inovação Tecnológica. Na Fiocruz, atua como tecnologista sênior e coordenadora da Fiocruz Mato Grosso do Sul, além de coordenar projetos especiais no Núcleo de Planejamento e Gestão de Projetos
Serviço
A audiência contou com a cobertura da Comunicação Institucional da ALEMS. Confira no vídeo abaixo o evento na íntegra:













