Uma mulher de 39 anos precisou ser hospitalizada após sofrer agressões na noite de segunda-feira (15), em Água Clara. O principal suspeito é o companheiro dela, um mecânico de 36 anos, preso em flagrante por violência doméstica. Durante a ocorrência, ele também teria tentado subornar policiais militares para escapar da prisão, o que resultou em uma segunda autuação, por corrupção ativa.
O caso aconteceu no Bairro Jardim das Palmeiras. Equipes da Polícia Militar foram acionadas por volta das 23h30 e encontraram a vítima desacordada enquanto recebia atendimento de profissionais de saúde. Conforme o registro policial, ela chegou a perder a consciência mais de uma vez durante o episódio.
Testemunhas relataram que o casal estava em uma conveniência quando iniciou uma discussão motivada por ciúmes. Em seguida, o homem teria passado a agredir a companheira com socos, atingindo principalmente o rosto e a região abdominal. Moradores que presenciaram a situação intervieram para interromper as agressões até a chegada do socorro.
Vítima segue internada
A mulher foi encaminhada ao Hospital Municipal com diversos hematomas pelo corpo. O boletim de ocorrência também registra sangramento genital. Ela permaneceu internada para atendimento médico e acompanhamento do quadro clínico.
Ao ser abordado pelos policiais, o suspeito negou as agressões e afirmou que a companheira teria caído sozinha por estar sob efeito de álcool. A versão apresentada, no entanto, divergiu dos relatos coletados pelas equipes que atenderam a ocorrência.
Tentativas de suborno agravaram situação
Durante o encaminhamento para a viatura, o homem teria oferecido R$ 1 mil aos policiais militares em troca de ser liberado. Já na Delegacia de Polícia Civil, segundo o registro do caso, a oferta foi elevada para R$ 5 mil. As propostas foram recusadas pelos agentes.
Diante dos fatos apurados no local, o mecânico foi autuado em flagrante pelos crimes de violência doméstica e corrupção ativa. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Mulheres em situação de violência podem buscar orientação e acolhimento pelo telefone 180, serviço disponível 24 horas por dia. Em situações de emergência ou risco imediato, a recomendação é acionar a Polícia Militar pelo número 190.












