A confirmação do sexto caso de raiva em morcego em 2026 colocou Campo Grande em estado de atenção sanitária e levou a Secretaria Municipal de Saúde a reforçar a vacinação de cães e gatos como principal medida de prevenção. O caso mais recente foi identificado no Bairro Pioneiros, após um animal ser encontrado caído em área urbana e recolhido pelo Centro de Controle de Zoonoses.
A presença do vírus em morcegos amplia o risco de transmissão para outros mamíferos, especialmente animais domésticos sem imunização. Por isso, a Sesau mantém a vacina antirrábica disponível gratuitamente durante todo o ano no CCZ, com atendimento diário, inclusive aos fins de semana e feriados.
Vacinação de pets é principal barreira contra a raiva
A orientação das autoridades de saúde é direta: manter cães e gatos vacinados é a forma mais eficaz de impedir a circulação do vírus. A imunização dos animais domésticos protege não apenas os próprios pets, mas também funciona como barreira para evitar casos em humanos.
Segundo a médica veterinária do CCZ, Maria Aparecida Cunha, o risco está concentrado em situações específicas envolvendo morcegos com comportamento fora do padrão. Ela explica que animais encontrados caídos no chão ou dentro de residências são considerados suspeitos e exigem atenção.
“Esses morcegos que são considerados suspeitos para raiva são os morcegos que são encontrados apenas numa situação de anormalidade, ou seja, os morcegos que são encontrados caídos no chão ou que adentram uma residência. Os demais morcegos que estão em vida livre, que estão abrigados durante o dia ou saem ao entardecer em busca de alimento, são animais que não são considerados suspeitos”, afirma.
Casos em morcegos aumentam vigilância na área urbana
Em 2026, já foram recolhidos 466 morcegos em Campo Grande em condições consideradas atípicas, o que levou ao encaminhamento para análise laboratorial. O número evidencia o trabalho de monitoramento das equipes de zoonoses e a necessidade de atenção da população.
Apesar dos registros, a Sesau esclarece que não há motivo para pânico. A maioria dos morcegos não representa risco quando está em seu habitat natural e comportamento habitual. O alerta é direcionado apenas para situações em que há alteração visível no comportamento do animal.
“Portanto, não é motivo para pânico quando se depara com qualquer morcego na cidade”, completa a veterinária.
Orientações em caso de contato ou suspeita
A recomendação é que moradores não toquem em morcegos, vivos ou mortos. Ao encontrar um animal em situação incomum, o procedimento correto é isolar o local e acionar o CCZ para recolhimento seguro.
Em casos de mordida, arranhão ou qualquer tipo de contato com mamíferos suspeitos, a orientação é procurar atendimento de saúde imediatamente para avaliação e, se necessário, início do protocolo de profilaxia.
A raiva é uma doença com alta taxa de letalidade, mas pode ser evitada com medidas simples, como a vacinação regular dos animais domésticos e a comunicação rápida de situações de risco.












