O prefeito de Terenos, Henrique Wancura Budke (PSDB), de 37 anos, foi preso na manhã desta terça-feira (9) durante a Operação Spotless, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em parceria com o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), ambos ligados ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A ação também cumpre 16 mandados de prisão preventiva e 59 de busca e apreensão em Terenos e Campo Grande, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado.
Segundo o MPMS, a investigação aponta a existência de uma organização criminosa instalada dentro da prefeitura, supostamente liderada pelo próprio prefeito. O esquema envolvia servidores públicos corrompidos, manipulação de editais e contratos milionários direcionados a empresas previamente escolhidas.
Fraudes em licitações e pagamento de propina
De acordo com as apurações, os editais eram estruturados para eliminar a concorrência e simular competição legítima nos processos licitatórios. Além disso, havia pagamento de propina a agentes públicos que atestavam falsamente o recebimento de produtos e serviços, liberando pagamentos de forma acelerada. Apenas no último ano, os contratos sob suspeita ultrapassaram R$ 15 milhões.
Parte das provas foi obtida por meio da análise de celulares apreendidos na Operação Velatus, também conduzida pelo MPMS com autorização judicial. O material revelou detalhes do funcionamento do grupo e levou os investigadores a identificar Budke como suposto líder do esquema.
A ofensiva policial contou com o apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Henrique Budke, que foi reeleito em 2024 com 53,69% dos votos válidos — um total de 5.885 votos —, também ocupa o cargo de secretário-geral da Assomasul e é vice-presidente do Consórcio Central MS.













