Mato Grosso do Sul deve registrar um crescimento de 20,6% na produção de milho da segunda safra em 2025. A estimativa divulgada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do estado (Aprosoja MS), com base nos dados do Projeto Siga-MS, aponta para uma colheita de 10,199 milhões de toneladas, distribuídas em uma área de 2,103 milhões de hectares.
A produtividade média estimada é de 80,8 sacas por hectare, desempenho considerado positivo frente à safra anterior. As chuvas ocorridas ao longo de abril foram apontadas como fator decisivo para esse resultado, favorecendo as lavouras que estavam, majoritariamente, entre os estágios fenológicos V10 e R2, momento-chave para o desenvolvimento da cultura.
Condições das lavouras são majoritariamente boas
O boletim técnico mais recente revela que 78% das áreas cultivadas com milho estão em boas condições, 15,3% em situação regular e apenas 6,6% foram classificadas como ruins. O avanço do ciclo tem sido acompanhado de perto pelos técnicos da entidade, que observam estabilidade no desempenho geral das lavouras até o momento.
Frente fria preocupa produtores no centro-sul do estado
Apesar do cenário positivo em termos de produtividade, a Aprosoja MS alerta para os riscos climáticos que ainda rondam a reta final da safra. A ocorrência de geadas leves nas regiões centro e sul no fim de maio, associadas a uma frente fria acompanhada de chuva, acendeu um sinal de alerta. Por ora, os danos às lavouras foram considerados irrelevantes, mas a possibilidade de novos episódios de frio intenso e estiagem continua sendo monitorada.
“Essas oscilações são típicas do encerramento do ciclo da segunda safra e exigem atenção redobrada dos produtores para minimizar perdas e preservar o potencial produtivo”, adverte a equipe técnica da entidade.

Comercialização avança, mas preços seguem em queda
Além das condições de campo, o mercado também preocupa. Segundo a Aprosoja MS, cerca de 26% da produção prevista já foi comercializada, o que representa um avanço de seis pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.
No entanto, os preços continuam em queda. Na semana encerrada em 2 de junho, o valor médio da saca no estado foi de R$ 56,88 — retração de 3,6% em relação à semana anterior e de quase 17% na comparação com junho de 2024. O cenário pressiona a margem dos produtores, que já enfrentam custos elevados de produção.
Perspectiva positiva, mas com cautela
Com o avanço do ciclo e bons índices de produtividade, a safra de milho em Mato Grosso do Sul segue promissora. Ainda assim, a incerteza climática e a pressão sobre os preços exigem atenção contínua dos produtores e agentes do setor. A combinação entre monitoramento técnico, gestão de riscos e estratégias de comercialização será decisiva para garantir os resultados finais da temporada 2024/2025.














