Entre o amor e o perdão

Hoje acordei com uma pergunta que ecoava em silêncio dentro de mim: por que é tão difícil o desejo de amar?Seria pelas crises do ego, que tantas vezes nos aprisionam?Ou será simplesmente porque amar, de fato, é difícil — pois amar é aceitar o outro como ele é, mesmo quando é tão diferente de mim. Talvez passemos anos e anos dentro de templos julgando, sendo preconceituosos, fazendo acepção de pessoas, tão ortodoxos a ponto de acreditarmos que apenas nós merecemos as dádivas do alto. Mas… será que isso é amor? Para que haja amor, é preciso que haja plenitude em cada passo da jornada, fraternidade e virtude no nosso caminhar breve e passageiro.Amor é beneficência… preciosidade… bondade… afeição… amizade verdadeira… benevolência… caridade.É o reflexo do amor de um Ser transcendente derramado sobre nós, para que possamos também derramar sobre o próximo. Sim, amar é difícil — porque amar também é perdoar.E, muitas vezes, o perdão mais desafiador é aquele que devemos conceder a nós mesmos.O perdão humano, afinal, deveria ser um espelho do perdão divino. Perdoar não significa apenas um abraço ou um choro.Perdoar é provar, por meio de ações, um favor concedido de forma incondicional.Porque amor e perdão caminham juntos:quem ama, perdoa…e quem perdoa, é porque ama. Mas perdoar não significa permanecer ao lado de quem nos feriu — significa apenas libertar o coração da dor, e esquecer o peso do que um dia foi feito contra nós.
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