A segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul chegou ao período de maior movimentação nas lavouras. Levantamento do Projeto SIGA-MS aponta que 37,3% da área cultivada já foi colhida, o equivalente a aproximadamente 823,5 mil hectares. A expectativa é de que as máquinas intensifiquem os trabalhos nas próximas semanas, desde que as condições climáticas permitam.
Os dados são do Projeto SIGA-MS, desenvolvido pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc.
Sul lidera avanço da colheita
Entre as regiões do Estado, o Sul apresenta o maior percentual de área colhida, com média de 38,6%. Na sequência aparecem o Norte, com 37,5%, e o Centro, onde a colheita alcançou 33,1%.
Com a safra entrando em sua etapa mais intensa, o ritmo das operações passa a depender cada vez mais das condições do tempo.
Previsão de chuva exige atenção dos produtores
A previsão meteorológica indica possibilidade de chuvas, tempestades isoladas e rajadas de vento em áreas do sudoeste, sul, sudeste e leste de Mato Grosso do Sul. O cenário pode reduzir o período disponível para a entrada das máquinas nas propriedades.
De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o momento exige organização para aproveitar os intervalos de tempo estável.
"Entramos na fase em que a colheita ganha intensidade em praticamente todas as regiões do Estado. Sempre que houver condições favoráveis, é importante manter o avanço das operações para reduzir a exposição das lavouras às instabilidades previstas para os próximos dias."
Comercialização segue abaixo do ano passado
Além do avanço da colheita, o levantamento mostra que, até 3 de agosto, 40,5% da produção da segunda safra já havia sido comercializada pelos produtores sul-mato-grossenses. O índice está dois pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
No mercado estadual, o preço médio da saca de milho permaneceu praticamente estável na última semana, cotado a R$ 49.