O campo de Mato Grosso do Sul já começa a trocar o cenário da colheita do milho pelo início das operações de soja. Até 25 de setembro, 99,8% da área acompanhada pelo Projeto SIGA-MS havia sido colhida, enquanto a nova safra de soja já alcançava 5,1% da área estimada, cerca de 248,6 mil hectares.
Os dados mostram comportamentos diferentes entre as regiões do Estado. Norte e Centro já finalizaram a colheita do milho segunda safra 2025/2026, enquanto o Sul ainda tinha 0,3% da área pendente. No caso da soja, o avanço inicial ocorre principalmente no Centro-Sul, onde as condições de umidade têm permitido maior velocidade nas operações.
Chuva interfere no fim da colheita
A área de milho acompanhada pelo SIGA-MS corresponde a aproximadamente 2,2 milhões de hectares. Na região Sul, onde ainda havia lavouras a serem retiradas, o excesso de chuva em alguns pontos contribuiu para atrasos nas operações.
Durante a semana analisada, foram registrados volumes entre 10 e 140 milímetros em diferentes áreas do Estado. Segundo o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, a mesma chuva que ajudou a manter a umidade do solo para a soja também dificultou a conclusão da colheita em locais específicos.
“Apesar de a operação estar encerrada na maior parte do Estado, algumas áreas pontuais da região Sul ainda estavam em fase final de colheita. Durante a semana analisada, foram registrados volumes de chuva entre 10 e 140 milímetros em diferentes regiões, o que contribuiu para a manutenção da umidade do solo para o início da semeadura da soja, mas também provocaram atrasos pontuais na retirada do milho”, aponta.
Soja começa pelo Centro-Sul
A semeadura da soja 2026/2027 está 4,2 pontos percentuais à frente do ritmo registrado no mesmo período do ciclo anterior.
O Sul lidera o plantio, com 6,2% da área estimada já semeada. O Centro aparece logo depois, com 5,9%. No Norte, menos de 1% da área havia sido plantada até o período analisado, principalmente em propriedades com sistemas de irrigação.
A diferença entre as regiões está relacionada à distribuição das chuvas. Enquanto o Centro-Sul apresenta umidade suficiente para acelerar as operações, o Norte ainda enfrenta precipitações irregulares.
Estimativa aponta 15,3 milhões de toneladas
Para a soja 2026/2027, o SIGA-MS projeta 4,874 milhões de hectares cultivados em Mato Grosso do Sul, 5,5% acima da área estimada no ciclo anterior.
A produtividade prevista é de 52,4 sacas por hectare. Mantida essa projeção, a produção estadual deve chegar a aproximadamente 15,331 milhões de toneladas.
Lucas Santana destaca que o comportamento do clima segue sendo um dos fatores observados pelos produtores neste começo de plantio.
“No Centro-Sul, a condição de umidade tem permitido uma evolução mais rápida das operações, enquanto o Norte ainda depende de uma regularização das chuvas. Para o produtor, o acompanhamento das condições de solo e das previsões climáticas continua sendo fundamental para definir o ritmo das operações e reduzir os riscos durante a implantação da lavoura”.
O Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, mantém o acompanhamento semanal das lavouras, incluindo o avanço das operações, as condições de desenvolvimento e os indicadores de produtividade nas diferentes regiões do Estado.
O boletim completo está disponível no site da Aprosoja/MS.