Senai e Energisa oferecem curso gratuito de eletricista em Rio Verde

Programa oferece 25 vagas para maiores de 18 anos com ensino médio e CNH B; inscrições abertas para início das aulas em novembro.
ANEEL encerra cobrança das contas CDE Covid e CDE Escassez Hídrica

Antecipação de R$ 7,8 bilhões em recursos da Eletrobras permitiu quitação de empréstimos, economizando R$ 500 milhões em juros aos consumidores.
Consumo de energia no Brasil deverá crescer 2,1% ao ano até 2034

O consumo de energia no Brasil deve aumentar 2,1% ao ano até 2034, com foco em eficiência energética e aumento da eletricidade renovável, segundo o PDE 2034.
Setembro inicia com bandeira tarifária vermelha patamar 2

Previsão de chuvas abaixo da média e temperaturas altas elevam os custos de energia; saiba como isso impacta sua conta de luz Setembro começa com uma notícia importante para os consumidores de energia elétrica: a bandeira tarifária será vermelha patamar 2 neste mês, o que significa um aumento nos custos de geração de energia. Há mais de três anos que essa bandeira não era acionada, reflexo do cenário de escassez de chuvas e clima seco atual, que pressiona o sistema elétrico a recorrer ao acionamento das termelétricas, mais caras que as hidrelétricas. O anúncio, feito na sexta-feira (30/8) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), indica que os consumidores pagarão um acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos (o valor não inclui os impostos e iluminação pública). Esse aumento é justificado pela previsão de chuvas abaixo da média histórica para setembro, o que reduz a afluência nos reservatórios das hidrelétricas para cerca de 50% abaixo do esperado. Com a necessidade de manter a oferta de energia, as termelétricas, que possuem custos mais elevados, precisam ser ativadas, impactando diretamente o valor das contas de luz. Conforme explica Rosimeire Costa, presidente do Conselho de Consumidores de Área de Concessão da Energisa MS (Concen-MS), a região Centro-Oeste e partes de outras regiões brasileiras passam por um período de seca intensa, com baixa umidade e calor extremo. Na semana passada, a umidade relativa do ar atingiu 14% em algumas partes de Mato Grosso do Sul, um nível extremamente baixo. “Em resposta a essa situação, o Governo Federal está acionando as termoelétricas. Esse movimento ocorre devido à curva de consumo de energia, que precisa ser mantida mesmo durante o período seco, que vai de meados de maio até o final de setembro, início de outubro. As hidrelétricas, como as de Itaipu, Ilha Solteira e Jupiá, continuam sendo a principal fonte do setor elétrico por causa dos seus reservatórios”, esclarece Rosimeire, que conclui: “para evitar o esgotamento dos recursos hídricos, o Governo está poupando a água das hidrelétricas e optando por despachar as termelétricas de mérito, que são mais baratas, apesar de ainda serem mais caras que as fontes renováveis, como a solar e a eólica, pois utilizam combustíveis como diesel e gás natural, e isso reflete diretamente na tarifa de energia”. Dicas para economizar energia Rosimeire Costa explica, também, que nesse período do ano, as temperaturas oscilam bastante, especialmente durante a noite, o que deixa a água mais fria. Essa variação leva ao aumento do uso do chuveiro elétrico à noite e do ar-condicionado durante o dia, impactando diretamente o consumo de energia. Para economizar nesse período, ela dá algumas dicas práticas. Quanto vai custar a minha energia? Para facilitar a compreensão dos valores da Bandeira Tarifária Vermelha Patamar 2, abaixo segue tabela com as principais médias de consumo e o preço por kilowatt/hora. Os valores calculados têm como referência Campo Grande (MS) e já incluem impostos e a COSIP (Contribuição para Custeio da Iluminação Pública). Fonte: Concen-MSFotos: Divulgação