A conexão aérea entre Corumbá e Campinas (SP), operada pela Azul Linhas Aéreas, deverá ter sua operação ampliada até 30 de novembro de 2026. A continuidade da rota, inicialmente prevista para operar até 04 de outubro, é resultado da articulação entre a Prefeitura de Corumbá, a Associação das Empresas de Corumbá (ACERT) e o Governo de Mato Grosso do Sul.
As negociações, no entanto, continuam. A intenção é buscar a manutenção da operação após novembro, considerando a importância estratégica da ligação aérea para o turismo, a economia local e a mobilidade dos moradores de Corumbá e da região.
A manutenção da rota ganha ainda mais relevância diante dos resultados levantados pelo Observatório de Turismo do Pantanal, da Fundação de Turismo do Pantanal. A pesquisa realizada com usuários dos voos da Azul no Aeroporto Internacional de Corumbá mostra que a conexão aérea possui forte relação com a atividade turística e apresenta indicadores positivos de utilização.
Entre março e junho de 2026, foram registrados 61 voos, com 6.318 embarques e 6.264 desembarques, totalizando 12.582 passageiros movimentados no período. Os voos foram realizados com aeronaves Embraer E195-E2, com capacidade para 136 passageiros, e apresentaram índice médio de ocupação considerado elevado para uma rota regional. Em abril, por exemplo, o aproveitamento chegou a aproximadamente 83%.
Turismo representa parcela significativa da demanda 
Os dados também demonstram a importância da rota para a atividade turística de Corumbá. Na pesquisa realizada pelo Observatório, foram entrevistados 306 passageiros, sendo 198 visitantes, o equivalente a 64,71%, e 108 moradores de Corumbá, correspondentes a 35,29%. Ou seja, quase dois terços dos entrevistados eram visitantes.
Entre os turistas, a pesca esportiva aparece como o principal motivo das viagens, representando 35,86% das respostas. Na sequência estão negócios e trabalho, com 34,34%; turismo e lazer, com 12,63%; e visita a familiares, com 11,62%.
Os números reforçam a posição de Corumbá como um dos principais destinos brasileiros associados à pesca esportiva e ao turismo de natureza, além de evidenciarem a importância da cidade como polo regional de negócios e serviços.
São Paulo é o principal mercado emissor
A conexão com Campinas também amplia o acesso de Corumbá a um dos maiores mercados emissores de turistas do País. De acordo com a pesquisa, São Paulo representa 36% dos Estados de origem dos visitantes entrevistados, seguido pelo Rio de Janeiro, com 17,17%, e Minas Gerais, com 13,64%. Também aparecem entre os principais mercados Santa Catarina, Goiás, Distrito Federal e Paraná.
O levantamento confirma a importância estratégica da conectividade aérea com o Estado de São Paulo para a promoção de Corumbá como destino turístico.
A ligação com Campinas possui ainda um papel relevante por permitir a integração de Corumbá com uma ampla malha aérea a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, ampliando as possibilidades de acesso de turistas de diferentes regiões do Brasil.
Permanência dos visitantes em Corumbá é significativa
Outro dado de destaque é o tempo de permanência dos turistas. A maior parcela dos visitantes entrevistados, 61,62%, permanece em Corumbá entre quatro e sete dias. Outros 23,23% ficam de um a três dias, enquanto 8,59% permanecem mais de 15 dias.
Esse comportamento representa uma oportunidade para a economia local, uma vez que uma permanência mais longa amplia o consumo de hospedagem, alimentação, transporte, comércio, passeios e demais serviços turísticos.
Na hospedagem, 38,89% dos visitantes informaram utilizar hotéis ou pousadas urbanas, enquanto 31,31% utilizam barco-hotel e 20,20% ficam em casas de familiares ou amigos. Os dados evidenciam a integração entre a estrutura turística urbana e o segmento especializado da pesca esportiva.
Trecho Corumbá-Campinas atende turistas e moradores
A pesquisa também demonstra que a conectividade aérea não beneficia somente quem chega a Corumbá. A rota atende igualmente às necessidades de deslocamento dos moradores.
Entre os residentes entrevistados, 51,85% apontaram São Paulo como principal Estado de destino, seguido pelo Rio de Janeiro, com 21,30%. Entre as cidades procuradas, São Paulo aparece com 42,59%, Rio de Janeiro com 20,37% e Campinas com 6,48%.
Os resultados demonstram que a ligação aérea possui importância que vai além do turismo, contribuindo também para viagens relacionadas a trabalho, negócios, lazer, estudos, visitas familiares e outras necessidades dos moradores.
Conectividade é estratégica para o desenvolvimento
Para a Prefeitura de Corumbá, a continuidade da rota representa uma ação estratégica para consolidar o município como destino turístico e ampliar sua integração com os principais mercados emissores nacionais.
O levantamento do Observatório de Turismo do Pantanal aponta que o Aeroporto Internacional de Corumbá exerce papel estratégico para o desenvolvimento econômico e turístico da região pantaneira. A análise confirma o elevado aproveitamento operacional da rota, a importância da pesca esportiva, a liderança de São Paulo como mercado emissor e o potencial de ampliação da permanência e de diversificação da oferta turística.
A Prefeitura, em conjunto com a ACERT e o Governo do Estado, continuará atuando junto à companhia aérea e aos demais parceiros na busca pela continuidade da operação após novembro, fortalecendo a conectividade de Corumbá com o restante do País.
A estratégia está alinhada à necessidade de ampliar o acesso ao Pantanal, estimular a chegada de novos visitantes e fortalecer toda a cadeia produtiva do turismo, formada por hotéis, pousadas, barcos-hotéis, agências de viagens, restaurantes, transportadores, guias de turismo, atrativos e demais empreendimentos ligados à economia turística.
Os dados produzidos pelo Observatório de Turismo do Pantanal reforçam que manter e ampliar a conectividade aérea também significa investir no desenvolvimento econômico de Corumbá, criando melhores condições para que o potencial turístico do Pantanal seja convertido em mais visitantes, maior permanência e geração de emprego e renda para a população.