O retorno às aulas do segundo semestre já começou a aquecer o comércio de Campo Grande. Com a retomada das atividades na rede municipal e a volta dos estudantes da rede estadual prevista para a próxima segunda-feira (10), além das escolas particulares, papelarias registram aumento de 20% a 30% nas vendas, impulsionado principalmente pela reposição de materiais escolares.

Materiais básicos lideram a procura

Levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG) aponta que os consumidores têm priorizado a compra de itens essenciais, como lápis, canetas, borrachas e cadernos.

Segundo os lojistas consultados pela entidade, o movimento representa um aquecimento típico desta época do ano, embora em menor intensidade do que o observado no início do calendário letivo, quando as famílias costumam adquirir listas completas de materiais e renovar uniformes escolares.

Comércio ganha fôlego com a retomada das aulas

Para o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, o segundo semestre oferece uma oportunidade para movimentar o varejo, ainda que o perfil de consumo seja diferente do registrado em janeiro.

"O início do segundo semestre traz uma oxigenação importante para o comércio e para os serviços da nossa cidade. Diferente de janeiro, quando o consumidor precisa arcar com a lista completa de material e grandes renovações de uniforme, a volta às aulas no meio do ano funciona como um momento de reposição e ajuste. O volume de vendas no varejo de papelaria e vestuário é mais tímido se comparado ao início do ano, mas é um incremento muito bem-vindo para movimentar o caixa dos lojistas."

Efeito se estende para outros setores

Além das papelarias, a retomada da rotina escolar também beneficia outros segmentos da economia local. De acordo com Adelaido Figueiredo, o aumento na circulação de estudantes e famílias amplia a demanda por combustíveis, transporte e estabelecimentos de alimentação próximos às escolas e instituições de ensino.

"O retorno da rotina escolar reaquece toda uma cadeia ao redor, aumenta a demanda nos postos de combustíveis e no transporte, e injeta rotatividade em restaurantes, lanchonetes e serviços de alimentação rápida perto das escolas e faculdades. É a cidade voltando ao seu ritmo pleno."