O plano de governo apresentado por Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso do Sul, prevê uma nova etapa para a administração estadual entre 2027 e 2030. A proposta parte da manutenção do equilíbrio fiscal e concentra medidas na análise dos gastos, avaliação de resultados, digitalização de serviços, compras públicas e qualificação dos servidores.
A estratégia descrita no documento busca preservar a capacidade de investimento do Estado e, ao mesmo tempo, estabelecer critérios mais rígidos para definir onde os recursos públicos serão aplicados.
Plano prevê revisão permanente das despesas
Segundo o plano, a gestão estadual deverá ampliar mecanismos de controle de custos e acompanhamento da execução orçamentária. A proposta inclui melhorar as previsões de receita e despesa, revisar gastos periodicamente e utilizar análises de custo-benefício na avaliação de programas, projetos e investimentos.
O documento também prevê maior integração entre planejamento e orçamento, para aproximar as prioridades estabelecidas pelo governo da distribuição efetiva dos recursos.
A ideia apresentada é avaliar cada política pública a partir dos resultados obtidos, e não apenas pelo volume de recursos executados ou pela quantidade de ações realizadas.
O plano resume essa diretriz na expressão “fazer mais, com menos recursos e da melhor forma possível”.
Entre os instrumentos citados estão o planejamento estratégico, o Plano Plurianual, os Contratos de Gestão, a Inteligência GOVMS e o monitoramento de programas. A intenção para o próximo período é ampliar o uso de indicadores e avaliações de efetividade para orientar decisões administrativas.
Estado usa indicadores para medir gestão
O documento apresentado pela candidatura cita indicadores utilizados para sustentar a situação fiscal e administrativa de Mato Grosso do Sul.
Entre eles estão a Nota A do Tesouro Nacional pelo quarto ano consecutivo e o Selo Diamante de transparência da Atricon pelo terceiro ano seguido. O plano também aponta a presença do Estado entre as dez unidades da Federação mais digitais, com mais de 700 serviços.
Outro dado destacado é a taxa de investimento público de Mato Grosso do Sul, apresentada como quase três vezes superior à registrada pelo governo central.
O plano afirma ainda que a estrutura fiscal permitiu ao Estado enfrentar situações como a redução inesperada da arrecadação do gás e os efeitos de problemas climáticos sobre safras.
A proposta para o próximo ciclo é utilizar essa situação como base para ampliar os mecanismos de controle e avaliação dos gastos.
Digitalização deve ser usada para reduzir burocracia
A tecnologia aparece no plano como uma ferramenta para reorganizar processos e diminuir etapas burocráticas.
Uma das medidas previstas é revisar e simplificar procedimentos administrativos antes de digitalizá-los. O documento propõe a digitalização integral dos principais serviços estaduais, integração entre plataformas, ampliação da automação e utilização de inteligência artificial.
Outra frente envolve a integração de bases de dados do governo. A proposta inclui painéis gerenciais e ferramentas de análise capazes de auxiliar na identificação antecipada de demandas.
O plano trata esse modelo como uma gestão preditiva, na qual informações disponíveis possam ser utilizadas para identificar necessidades e orientar a distribuição de recursos antes da formação de gargalos administrativos.
Compras públicas entram na estratégia
As contratações do Estado também são incluídas na proposta de melhoria da gestão.
Para 2027–2030, o plano prevê planejamento anual das compras, ampliação das ferramentas digitais durante os processos de contratação, acompanhamento de contratos por indicadores de desempenho e expansão das compras compartilhadas.
A proposta também contempla o desenvolvimento de inteligência de mercado para auxiliar o governo na definição das aquisições.
Nesse modelo, a avaliação da contratação não ficaria restrita ao preço. O planejamento da demanda, a execução do contrato e o resultado entregue também seriam considerados na análise.
Plano prevê capacitação de servidores
A proposta de modernização administrativa também inclui medidas voltadas aos servidores estaduais.
O plano prevê formação permanente de lideranças, capacitação continuada, gestão por competências e mecanismos de avaliação e acompanhamento de desempenho. Também estão previstas ações relacionadas à valorização, segurança, saúde e bem-estar dos servidores.
“A modernização da administração pública passa necessariamente pela valorização das pessoas, servidores que fazem o Estado acontecer”, afirma Riedel no documento.
A proposta associa a qualificação dos servidores à implementação das ferramentas de tecnologia, gestão por indicadores e controle de custos.
Objetivo é preservar capacidade de investimento
De acordo com o plano de governo, a agenda para 2027–2030 pretende manter o equilíbrio fiscal alcançado pelo Estado e acrescentar mecanismos para avaliar com maior precisão a qualidade das despesas.
A proposta combina controle de custos, planejamento orçamentário, tecnologia, análise de dados, compras públicas e gestão de pessoas como instrumentos para ampliar a capacidade administrativa sem comprometer a sustentabilidade financeira.
As medidas fazem parte do plano apresentado por Riedel para um eventual segundo mandato à frente do Governo de Mato Grosso do Sul.