A federação União Progressista realiza neste sábado (1º), em Campo Grande, a convenção que deve oficializar as candidaturas do governador Eduardo Riedel (PP) à reeleição e do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), para um novo mandato ao lado do chefe do Executivo estadual. O encontro também será responsável por definir os nomes que disputarão vagas no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

O evento ocorrerá das 8h às 11h, na Rua Flamboyant, nº 681, no Bairro Cidade Jardim, reunindo lideranças políticas, filiados e apoiadores da aliança formada por PP, União Brasil, PL, PSDB, MDB, Podemos e Republicanos.

Aliança reúne partidos da base estadual

A convenção marcará a formalização da coligação que sustenta a tentativa de reeleição de Eduardo Riedel. Além do PP e União Brasil, a composição reúne partidos que integram a base política do governador, ampliando a estrutura partidária para a disputa eleitoral deste ano.

Também deverão ser homologadas as duas candidaturas ao Senado apoiadas pelo grupo: o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o deputado estadual Capitão Contar.

Segundo a organização, durante o encontro ainda serão definidos os números dos candidatos e oficializadas as chapas proporcionais para deputado federal e deputado estadual.

Disputa pela Câmara Federal

Na eleição para a Câmara dos Deputados, a federação PP/União Brasil pretende lançar uma das chapas mais competitivas do Estado. Entre os nomes estão os deputados federais Luiz Ovando (PP), Dagoberto Nogueira (PP) e Geraldo Resende (União Brasil), que disputarão a reeleição.

A composição também contará com a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), que volta a concorrer ao cargo após ter sido a candidata mais votada de Mato Grosso do Sul para a Câmara nas eleições de 2018.

Reinaldo destaca fortalecimento dos municípios

Ao convidar a população para participar da convenção, Reinaldo Azambuja afirmou que a aliança tem como uma de suas prioridades ampliar a autonomia financeira dos municípios por meio de mudanças no pacto federativo.

"A soma de forças que a direita está construindo em todo o Brasil é o caminho para corrigir distorções históricas. Hoje, a União fica com quase 60% de tudo o que se arrecada, enquanto os municípios — que atendem o cidadão na saúde, na educação e na infraestrutura — recebem migalhas. Não é à toa que o investimento federal na saúde básica caiu de 52% para 40% nas últimas duas décadas, sobrecarregando prefeituras e empobrecendo as famílias. Precisamos virar essa página. O atual governo afunda o país na pior gestão econômica das últimas décadas, com inflação que corrói o salário do trabalhador e juros que matam o emprego. A mudança começa nas urnas e passa por um parlamento forte, comprometido com o municipalismo e com o desenvolvimento regional", declarou.

A convenção é aberta ao público e antecede o início oficial da campanha eleitoral para as eleições de outubro.

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