Uma denúncia de abuso sexual registrada dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Campo Grande está sendo investigada pela Polícia Civil. A vítima, de 27 anos, afirma ter sido violentada por um técnico de enfermagem enquanto permanecia internada em tratamento após enfrentar complicações relacionadas à gestação e ao parto.

Denúncia foi feita após o plantão

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher está internada desde meados de junho e passou por atendimento médico durante o período de recuperação pós-parto. O relato aponta que o episódio teria ocorrido durante a madrugada de sexta-feira (10), quando um profissional da equipe de enfermagem entrou no quarto para realizar procedimentos de rotina.

Segundo a paciente, após a administração de medicamentos, ela permaneceu sonolenta e, em determinado momento, percebeu que estava sendo vítima de abuso. A mulher informou às autoridades que conseguiu identificar o suspeito antes que ele deixasse o local.

Equipe foi comunicada pela paciente

Ainda conforme o registro policial, a denúncia foi comunicada inicialmente a profissionais que assumiram o plantão seguinte. A informação chegou à coordenação do setor e também ao atendimento psicológico da unidade hospitalar, que passou a acompanhar a paciente.

O caso foi formalizado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), responsável pelas investigações.

Hospital acompanha apuração

Em nota, a direção do hospital informou que tomou conhecimento da denúncia e passou a colaborar com os órgãos responsáveis pela apuração. A instituição também declarou que presta assistência à paciente e acompanha os desdobramentos do caso.

A unidade afirmou ainda que eventuais responsabilidades serão definidas após a conclusão das investigações conduzidas pelas autoridades competentes.

Polícia analisa medidas

O caso foi registrado como estupro e segue sob investigação. A polícia trabalha para reunir depoimentos, documentos e demais elementos que possam esclarecer as circunstâncias relatadas pela vítima.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual prisão ou indiciamento do profissional citado na denúncia. O procedimento segue em andamento sob sigilo.