O primeiro ano da concessão da BR-163/MS resultou em R$ 43,3 milhões em repasses de ISSQN aos municípios cortados pela rodovia, segundo a Motiva Pantanal. Os valores foram recolhidos entre agosto de 2025 e julho de 2026 e chegam às prefeituras como receita que pode ser direcionada para áreas como saúde, educação, mobilidade e infraestrutura.

O maior repasse no período foi para Campo Grande, que recebeu R$ 6.202.346,09. Na sequência aparecem Bandeirantes, com R$ 4.873.099,23; Mundo Novo, com R$ 3.230.211,43; Itaquiraí, com R$ 3.155.873,91; e Rio Verde de Mato Grosso, com R$ 2.969.249,11.

Veja quanto cada município recebeu

Os valores destinados pela concessionária aos 21 municípios no primeiro ano da concessão foram:

  • Campo Grande: R$ 6.202.346,09 
  • Bandeirantes: R$ 4.873.099,23 
  • Mundo Novo: R$ 3.230.211,43 
  • Itaquiraí: R$ 3.155.873,91 
  • Rio Verde de Mato Grosso: R$ 2.969.249,11 
  • São Gabriel do Oeste: R$ 2.921.482,73 
  • Nova Alvorada do Sul: R$ 2.421.191,97 
  • Coxim: R$ 2.324.047,35 
  • Naviraí: R$ 2.024.504,22 
  • Caarapó: R$ 2.001.418,81 
  • Jaraguari: R$ 1.970.735,87 
  • Dourados: R$ 1.776.080,15 
  • Rio Brilhante: R$ 1.627.855,78 
  • Juti: R$ 1.350.359,37 
  • Eldorado: R$ 1.284.851,96 
  • Sonora: R$ 1.031.655,65 
  • Douradina: R$ 849.383,04 
  • Pedro Gomes: R$ 818.188,22 
  • Sidrolândia: R$ 215.969,03 
  • Camapuã: R$ 121.151,28 
  • Rochedo: R$ 102.477,15 

O ISSQN é um imposto municipal, e os recursos repassados passam a integrar a arrecadação das administrações locais, que definem a aplicação conforme suas prioridades.

Mais de R$ 1 bilhão em obras e melhorias

Além da arrecadação municipal, o primeiro ano da concessão foi marcado pela execução dos 52 itens de investimentos previstos no contrato, com mais de R$ 1 bilhão aplicado em infraestrutura, segurança viária e modernização da BR-163/MS.

De acordo com a concessionária, os recursos utilizados nas intervenções são provenientes da arrecadação tarifária, aportes de capital e investimentos próprios da empresa.

O cronograma previsto para os três primeiros anos da concessão estabelece mais de R$ 3 bilhões em investimentos na rodovia. Entre as intervenções estão mais de 65 quilômetros de duplicação e 33 quilômetros de faixas adicionais, além de obras de sinalização, dispositivos de segurança e infraestrutura operacional.

Concessão também gera empregos

As atividades realizadas ao longo dos primeiros 12 meses também resultaram na criação de mais de 4 mil empregos diretos e indiretos em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

A movimentação econômica associada às obras e aos serviços da concessão alcança os municípios situados ao longo do corredor da BR-163/MS, que atravessa áreas estratégicas para o transporte e a circulação de cargas no Estado.