O incêndio florestal que atingiu a terra indígena Maxakali, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais, teve o principal foco extinto no quarto dia de operação de combate às chamas.

Apesar disso, as equipes continuam mobilizadas para monitorar a região e evitar que o fogo recomece.

Entre as perdas já identificadas estão áreas em processo de regeneração ambiental e plantas cultivadas por meio de um projeto de reflorestamento.

O incêndio começou no último domingo (11), na zona rural de Santa Helena de Minas. O território indígena tem cerca de 5 mil hectares e abriga aproximadamente 2,5 mil pessoas.

Durante os trabalhos, as equipes realizaram ações de combate direto e indireto, com prioridade para proteger as aldeias e impedir que as chamas atingissem as moradias. A base das operações foi instalada na aldeia Pradinho.

Agora, os esforços se concentram no rescaldo para identificar e eliminar possíveis focos que possam provocar a retomada do incêndio.

A força-tarefa é coordenada pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e conta com brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), integrantes de um projeto socioambiental, equipes da Polícia Militar (PM) e da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, além de voluntários indígenas.

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