A fumaça que encobre Manaus preocupa as autoridades e acende o alerta para os riscos à saúde. Dados de plataformas de monitoramento apontam níveis elevados de poluição na capital.

Manaus voltou a amanhecer encoberta pela fumaça nesta sexta-feira (9). A baixa qualidade do ar levou a Defesa Civil a emitir um alerta de risco severo, e os números do monitoramento ambiental mostram a dimensão do problema enfrentado pela população.

Dados da plataforma internacional iCare, consultados na manhã desta sexta, apontavam índice de qualidade do ar de 320 pontos, na faixa considerada perigosa.

A concentração de partículas finas, conhecidas como PM2,5, chegava a 235 microgramas por metro cúbico. Essas partículas são pequenas o suficiente para penetrar profundamente nos pulmões e representam um risco ainda maior para crianças, idosos e pessoas com doenças, respiratórias ou cardíacas.

O cenário também é preocupante no monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva). Na madrugada de quinta-feira, uma das estações registrou 490,1 microgramas de partículas finas por metro cúbico. Foi o maior valor divulgado pela plataforma para este ano.

Segundo informações da prefeitura de Manaus, a fumaça que atingiu a capital nos últimos dias está relacionada a queimadas no interior do Amazonas, principalmente nos municípios de Itacoatiara, Careiro da Várzea, Manaquiri e Autazes.

Como se proteger

Diante da situação, a orientação das autoridades é reduzir o tempo de exposição ao ar livre, evitar exercícios físicos em ambientes externos e manter portas e janelas fechadas quando a fumaça estiver mais intensa.

Quando a exposição for inevitável, máscaras do tipo N95 ou PFF2 podem ajudar a reduzir a inalação de partículas. A recomendação é redobrar os cuidados em caso de tosse persistente, irritação nos olhos, falta de ar ou agravamento de problemas respiratórios.

Os dados podem variar ao longo do dia, de acordo com as condições meteorológicas e a concentração de poluentes. Por isso, a população deve acompanhar as atualizações dos órgãos de monitoramento e seguir as orientações da Defesa Civil e das Autoridades de Saúde.

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