Colocar propaganda eleitoral no carro ou passar a utilizá-lo em atividades de campanha pode exigir mais do que a instalação de adesivos. Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), alterações na finalidade e na rotina de uso do veículo devem ser comunicadas previamente à seguradora para evitar dificuldades na análise de eventuais sinistros.

O alerta foi divulgado nesta segunda-feira (10) e considera que a participação em atividades eleitorais pode aumentar a exposição do automóvel a situações como acidentes, furtos, roubos, vandalismo e aglomerações.

A vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da FenSeg, Keila Farias, explica que tanto a instalação de material de campanha quanto a mudança na utilização do veículo podem modificar as condições consideradas pela seguradora na contratação da apólice.

Uso durante a campanha pode exigir atualização

O problema pode surgir quando o veículo passa a desempenhar uma função diferente daquela informada originalmente no contrato.

Um carro que começa a transportar materiais de campanha, integrantes de equipes ou a ser utilizado no apoio a atividades eleitorais pode ter seu perfil de utilização alterado. Caso essa mudança não seja comunicada, a cobertura de determinados sinistros poderá ser questionada.

A FenSeg alerta que a situação pode envolver ocorrências como roubo, furto e colisão, dependendo das condições estabelecidas na apólice.

Por isso, a entidade recomenda que o segurado converse com a seguradora ou com o corretor antes de iniciar esse tipo de uso.

Adesivos e envelopamento têm regras próprias

Outro ponto destacado pela entidade envolve os próprios materiais instalados na carroceria.

Danos em adesivos, plotagens e envelopamentos, em geral, não fazem parte das coberturas convencionais dos seguros de automóveis. Além disso, os contratos podem estabelecer exclusões para prejuízos provocados por tumultos, motins e atos de vandalismo.

A instalação de envelopamento também pode demandar atenção à documentação do veículo. A FenSeg orienta o proprietário a verificar se a alteração precisa ser registrada ou atualizada junto ao Detran.

O que o motorista deve fazer

Antes de transformar o veículo em ferramenta de campanha, a orientação é:

  • comunicar previamente a seguradora sobre a instalação de propaganda eleitoral;
  • informar qualquer mudança na forma de utilização do automóvel;
  • consultar o corretor antes de trabalhar para candidatos ou partidos;
  • verificar a necessidade de um endosso para formalizar a alteração na apólice;
  • confirmar se o envelopamento exige atualização do registro do veículo;
  • conferir as situações e tipos de danos que estão excluídos da cobertura.

A recomendação vale especialmente para motoristas que pretendem utilizar o carro de maneira mais intensa durante o período eleitoral ou em atividades diretamente relacionadas à campanha.