Depois de quase 10 anos dedicados ao resgate de gatos abandonados e vítimas de maus-tratos, a Amicats enfrenta uma situação que ameaça interromper o trabalho construído ao longo de sua trajetória. Em Campo Grande, a ONG acumula uma dívida superior a R$ 38 mil, tem despesas mensais de aproximadamente R$ 36 mil e já precisou suspender novos resgates por falta de recursos.
O problema não está apenas nas contas. Dentro da estrutura mantida pela entidade, mais de 300 gatos dependem diariamente de alimentação, medicamentos, cuidados veterinários e condições adequadas para viver. Sem dinheiro suficiente para manter a operação, a Amicats chegou ao ponto de precisar escolher entre acolher novos pedidos de socorro e garantir a assistência aos animais que já estão sob sua responsabilidade.
“Hoje, a Amicats depende exclusivamente da ajuda de voluntários e, infelizmente, não estamos conseguindo mais nos manter. Chegamos ao nosso limite. Já suspendemos os resgates porque não temos condições de assumir novos animais enquanto não conseguirmos equilibrar nossas contas. Todos os dias recebemos inúmeros pedidos de ajuda, são gatos precisando de socorro, mas precisamos ter responsabilidade também com os mais de 300 que já estão aqui e dependem de nós para comer, receber medicamentos e ter cuidados todos os dias”, afirma a presidente da ONG, Ana Cristina Castro.
Pedidos de resgate continuam chegando
Mesmo com os resgates temporariamente interrompidos, os pedidos de ajuda não param. A ONG recebe relatos de gatos abandonados, doentes, feridos ou submetidos a maus-tratos, mas atualmente não tem condições financeiras de ampliar o número de animais acolhidos.
A suspensão foi necessária para evitar que a falta de recursos comprometa também os gatos que já vivem na entidade. Entre eles estão filhotes, animais idosos e gatos que chegaram após situações de abandono ou violência.
Alguns cresceram dentro da própria ONG e nunca tiveram uma família. Ainda assim, permanecem recebendo alimentação, proteção e atendimento conforme suas necessidades.
“É muito difícil olhar para cada um deles e pensar que talvez não possamos continuar. Aqui temos gatos que chegaram ainda bebês, outros idosos, alguns que nunca tiveram uma família. Eles não têm culpa da situação em que foram colocados e dependem completamente de nós. Por isso, estamos pedindo ajuda. Não queremos fechar. Queremos continuar cuidando deles e, para isso, precisamos da sociedade”, diz Ana Cristina.
Despesas chegam a R$ 36 mil por mês
Manter mais de 300 animais exige uma estrutura permanente. Segundo a ONG, os gastos mensais chegam a aproximadamente R$ 36 mil e incluem ração, areia sanitária, medicamentos, internações, produtos de limpeza e tributos.
Ao longo dos anos, a Amicats promoveu feiras de adoção e campanhas para arrecadar itens necessários à rotina dos animais. Essas iniciativas continuam sendo importantes, mas a entidade afirma que, diante do atual quadro financeiro, não têm sido suficientes para cobrir todas as despesas.
Adoção pode aliviar a estrutura
Outra maneira de ajudar é por meio da adoção responsável. Além de proporcionar um lar aos gatos acolhidos, a adoção reduz a quantidade de animais mantidos na estrutura da ONG e permite concentrar os recursos disponíveis nos casos que ainda necessitam de atendimento.
Para animais que passaram meses ou anos dentro da entidade, encontrar uma família representa uma mudança completa de rotina, com a possibilidade de ter um espaço próprio e cuidados permanentes.
Saiba como ajudar
A Amicats recebe doações de:
- ração para gatos;
- areia sanitária;
- cobertas;
- medicamentos;
- produtos de limpeza;
- recursos financeiros;
- trabalho voluntário;
- adoção responsável dos animais acolhidos.
As contribuições em dinheiro podem ser feitas por qualquer valor, de forma mensal ou esporádica.
Pix/CNPJ: 27.806.981/0001-15
Informações sobre a ONG, os gatos disponíveis para adoção e outras formas de contribuição estão no Instagram @ongamicats.
Quase uma década pode parar por falta de recursos
A crise financeira coloca em risco a continuidade de um trabalho que há quase 10 anos acolhe animais em situações de abandono e maus-tratos. Enquanto a ONG tenta reorganizar as contas, os mais de 300 gatos continuam dependendo da estrutura existente para receber comida, medicamentos e cuidados todos os dias.
“A Amicats está pedindo socorro porque não quer desistir. E, neste momento, os mais de 300 gatos que vivem sob seus cuidados também estão pedindo ajuda, ainda que não possam fazer isso com palavras”, finaliza Ana Cristina.
Neste momento, uma doação de ração, areia ou medicamentos pode ajudar a manter a rotina dos animais. Uma contribuição financeira pode ajudar a reduzir a dívida. O voluntariado pode aliviar parte da carga diária. E uma adoção responsável pode abrir espaço para que a estrutura continue atendendo quem mais precisa.